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Com elenco "estrelado", Palmeiras não bate meta de uso da base em 2018

Ale Cabral/AGIF
Artur foi um dos únicos três jogadores vindos da base que foram aproveitados em 2018 Imagem: Ale Cabral/AGIF

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

05/12/2018 04h00

O elenco do Palmeiras é constantemente apontado como um dos melhores do Brasil e foi fundamental para que o time se mantivesse na briga em três frentes até a reta final da temporada - foi eliminado nas semifinais da Copa do Brasil e da Libertadores, mas faturou o Campeonato Brasileiro. Por outro lado, a fartura de opções de qualidade fez com que o clube não batesse em 2018 a meta de utilização de jogadores da base no time principal, que já havia sido bastante reduzida em relação ao ano passado.

A ideia no clube era usar pelo menos quatro atletas da base ou recém-saídos dela na equipe profissional, mas só três foram aproveitados. Quem mais jogou foi o atacante Artur, com sete partidas e 162 minutos em campo; em seguida, apareceu o centroavante Papagaio, com seis jogos, 159 minutos e um gol marcado; por fim, o atacante Fernando, vendido no meio do ano ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, esteve 13 minutos em campo em um jogo do Paulista e também fez um gol.

Mesmo mais modesta do que a de 2017, a meta não foi batida. No ano passado, o objetivo era usar quatro jogadores da base em pelo menos 45 minutos de dez partidas do time principal. Isso ficou bem longe de ser alcançado: o volante Gabriel Furtado, que jogou meio tempo de uma partida contra a Ponte Preta, foi o único utilizado, o que fez o Palmeiras readequar o objetivo para a realidade de um clube com elenco vasto e com pressão por títulos. Ainda assim, não foi suficiente.

Como em 2017, a base palmeirense teve resultados excelentes nesta temporada. Chegou às finais do Campeonato Paulista em todas as categorias e conquistou 22 títulos no total, superando os 16 do ano passado. Nomes como o de Papagaio, do lateral Luan Cândido e do meia-atacante Yan são alguns que esperam ter mais oportunidades no time de cima em breve.

Para 2018, a principal aposta da base era Artur, que vinha de um grande ano na Série B emprestado ao Londrina, mas o atacante teve o azar de sofrer duas lesões sérias na temporada. Em fevereiro, machucou os ligamentos do tornozelo e precisou passar por cirurgia; depois, em setembro, sofreu uma fratura no braço durante um treinamento. Nas poucas vezes que jogou, agradou, com destaque para a vitória por 3 a 0 sobre o Paraná no Brasileirão, quando teve o nome gritado pela torcida no Allianz Parque.

Se depender de Felipão, porém, dificilmente o olhar para a base será muito maior do que já é. O técnico entende que o Palmeiras tem um elenco com muitas opções de peso, o que deixa pouco espaço para usar os garotos. Além disso, já pediu ao presidente Maurício Galiotte a contratação de jogadores de lado de campo para repor a perda de Willian, que deve ficar todo o primeiro semestre de 2019 fora de ação por causa de uma lesão no joelho.

Para a próxima temporada, o Palmeiras já contratou o meia Zé Rafael do Bahia e o centroavante Arthur Cabral do Ceará. Além disso, deve aproveitar o meia Raphael Veiga, que volta de empréstimo do Atlético-PR.

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