Com elenco "estrelado", Palmeiras não bate meta de uso da base em 2018

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

  • Ale Cabral/AGIF

    Artur foi um dos únicos três jogadores vindos da base que foram aproveitados em 2018

    Artur foi um dos únicos três jogadores vindos da base que foram aproveitados em 2018

O elenco do Palmeiras é constantemente apontado como um dos melhores do Brasil e foi fundamental para que o time se mantivesse na briga em três frentes até a reta final da temporada - foi eliminado nas semifinais da Copa do Brasil e da Libertadores, mas faturou o Campeonato Brasileiro. Por outro lado, a fartura de opções de qualidade fez com que o clube não batesse em 2018 a meta de utilização de jogadores da base no time principal, que já havia sido bastante reduzida em relação ao ano passado.

A ideia no clube era usar pelo menos quatro atletas da base ou recém-saídos dela na equipe profissional, mas só três foram aproveitados. Quem mais jogou foi o atacante Artur, com sete partidas e 162 minutos em campo; em seguida, apareceu o centroavante Papagaio, com seis jogos, 159 minutos e um gol marcado; por fim, o atacante Fernando, vendido no meio do ano ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, esteve 13 minutos em campo em um jogo do Paulista e também fez um gol.

Mesmo mais modesta do que a de 2017, a meta não foi batida. No ano passado, o objetivo era usar quatro jogadores da base em pelo menos 45 minutos de dez partidas do time principal. Isso ficou bem longe de ser alcançado: o volante Gabriel Furtado, que jogou meio tempo de uma partida contra a Ponte Preta, foi o único utilizado, o que fez o Palmeiras readequar o objetivo para a realidade de um clube com elenco vasto e com pressão por títulos. Ainda assim, não foi suficiente.

Como em 2017, a base palmeirense teve resultados excelentes nesta temporada. Chegou às finais do Campeonato Paulista em todas as categorias e conquistou 22 títulos no total, superando os 16 do ano passado. Nomes como o de Papagaio, do lateral Luan Cândido e do meia-atacante Yan são alguns que esperam ter mais oportunidades no time de cima em breve.

Para 2018, a principal aposta da base era Artur, que vinha de um grande ano na Série B emprestado ao Londrina, mas o atacante teve o azar de sofrer duas lesões sérias na temporada. Em fevereiro, machucou os ligamentos do tornozelo e precisou passar por cirurgia; depois, em setembro, sofreu uma fratura no braço durante um treinamento. Nas poucas vezes que jogou, agradou, com destaque para a vitória por 3 a 0 sobre o Paraná no Brasileirão, quando teve o nome gritado pela torcida no Allianz Parque.

Se depender de Felipão, porém, dificilmente o olhar para a base será muito maior do que já é. O técnico entende que o Palmeiras tem um elenco com muitas opções de peso, o que deixa pouco espaço para usar os garotos. Além disso, já pediu ao presidente Maurício Galiotte a contratação de jogadores de lado de campo para repor a perda de Willian, que deve ficar todo o primeiro semestre de 2019 fora de ação por causa de uma lesão no joelho.

Para a próxima temporada, o Palmeiras já contratou o meia Zé Rafael do Bahia e o centroavante Arthur Cabral do Ceará. Além disso, deve aproveitar o meia Raphael Veiga, que volta de empréstimo do Atlético-PR.

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