Presidente do Grêmio põe "compra da Arena" como meta para 2019

Do UOL, em Porto Alegre

  • Lucas Uebel/Divulgação/Grêmio FBPA

    Grêmio ainda não tem gestão do estádio, inaugurado em dezembro de 2012

    Grêmio ainda não tem gestão do estádio, inaugurado em dezembro de 2012

O Grêmio vai buscar títulos em 2019, mas também uma vitória fora de campo. O clube gaúcho olha para o novo ano com a compra dos direitos de superfície da Arena entre suas metas. O estádio, inaugurado no final de 2012, segue sendo controlado por empresa ligada à OAS. A situação atual depende de avanço em acordo sobre o entorno o complexo, no bairro do Humaitá, zona norte de Porto Alegre.

A compra dos direitos de gestão da Arena do Grêmio é tema antigo no clube. Ainda em 2013, na gestão Fábio Koff, houve início das negociações. Desde 2017, a diretoria gremista adotou recuo estratégico e aguarda resolução do impasse sobre obras do entorno.

"Faz parte da estratégia do clube (obter acordo para compra da gestão da Arena). Estamos aguardando soluções que não dependem do Grêmio. O Grêmio aguarda soluções e elas estão andando? Tem a situação do entorno, que passa pela prefeitura, Ministério Público, entendimento pelo Tribunal de Contas e pelo financiador da obra que agora é Karagounis junto com a OAS. Destravado isso, abre-se a possibilidade de recomeçar e já tivemos reuniões com o Banrisul e sindicato de bancos para seguirmos de onde paramos. O Grêmio nunca perdeu de vista esse horizonte. Seria e vai ser, se Deus quiser, um fato relevante e estratégico. Será algo que vamos perseguir durante 2019", disse Romildo Bolzan Jr., presidente do Grêmio.

A Karagounis Participações é controlada por fundo imobiliário controlado que tem a Caixa como uma de suas acionistas. A empresa foi responsável pela construção das torres residenciais ao lado do estádio do Grêmio. É ela, Karagounis, quem deve assumir a responsabilidade pelas obras na malha viária no entorno do estádio. O pacto de obras no entorno é relevante para a Karagounis e destrava o acerto com o Grêmio para troca de chaves envolvendo Arena e estádio Olímpico, inativo desde o início de 2013.

A gestão da Arena do Grêmio é vista como estratégica pelo lado financeiro. Hoje, o clube gaúcho não fica com a renda dos jogos. Os valores são divididos para custeio de manutenção e repasse ao fundo que abate dívida que financiou a obra. Além disso, vai possibilitar autonomia em assuntos do dia a dia. A manutenção do gramado é um dos temas que gera incômodo e segue nas mãos da empresa que administra o estádio.

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