Ausências de Renato em curso de técnicos incomodam CBF e Grêmio

Jeremias Wernek e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Porto Alegre e São Paulo

  • Divulgação

As ausências de Renato Gaúcho no curso da CBF que concede licença PRO a treinadores segue dando o que falar. Na Granja Comary, a postura do técnico do Grêmio não caiu nada bem. Em Porto Alegre, houve reações distintas, mas o pior nem está aí. Sem frequentar as aulas, Portaluppi deve ser reprovado e iniciará 2019 sem pré-requisito obrigatório para a temporada.

O caso, a reboque, põe o Grêmio em uma saia-justa. O tricolor é signatário de documento de licenciamento aos clubes brasileiros e lá consta a exigência das licença entregues pela CBF aos treinadores.

De acordo com a Confederação Brasileira de Futebol, Renato Gaúcho não tem a chamada licença A. O título compensaria, em um primeiro momento, a ausência de formação na licença PRO, último estágio dentro do processo de formação acadêmica instituído pela CBF em 2016.

A entidade também rechaça a versão de que fez 'um trato' com Renato no que diz respeito à frequência nos dias letivos do curso. O Grêmio, porém, intermediou conversa entre os organizadores e o treinador em busca de horários flexíveis. Ao final da temporada, havia informação de que o técnico iria obter o título necessário. Inclusive com inscrição e matrícula realizadas na turma 2019 da licença PRO.

A posição de Renato diante do curso divide opiniões no Grêmio, mas as declarações do treinador na saída de sua visita à Granja Comary geraram unanimidade. Internamente, o clube gaúcho viu como um erro o tom empregado por Portaluppi. As frases antecipando ausência no restante do período de formação acadêmica criaram ideia de 'deselegância'.

"Minhas férias são minhas férias, eu trabalho o ano todo, eu vivo dentro de aviões, dentro de hotéis, pra chegar nas minhas férias e poder curtir minha família, meu futevôlei, meu chopp, meus amigos e eu vou ter que ficar 10 dias dentro de uma sala de aula? Não, não vai dar certo", disse Renato Gaúcho à ESPN Brasil na última quinta-feira.

Aos olhos do Grêmio, o curso para obtenção de licença PRO é um tema de foro particular. Por se tratar de qualificação profissional, o clube entende ser de responsabilidade do treinador. Ainda assim, existem duas leituras: a de que faltou 'bom senso' diante do cenário onde a formação é tratada como exigência para a temporada de 2019; e também a compreensão por não querer abrir mão das férias. O consenso é sobre como foi feito o posicionamento público.

"Hoje eu vim, foi um trato que fiz com o pessoal da CBF de ficar duas horas hoje. Volto na próxima quinta da semana que vem mais umas duas horas, talvez eu venha um ou outro dia, talvez pra vocês não falarem "o Renato tá faltando de novo' como vocês falaram. Não sabiam...", completou o treinador.

Renato Gaúcho deverá passar pelo processo todo ao longo de 2019 em busca de aprovação e da licença PRO.

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