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Conselho veta consulta aos sócios e Abad pode ficar até dezembro no Flu

Pedro Abad vive crise política intensa no Fluminense - Lucas Merçon/Fluminense F.C
Pedro Abad vive crise política intensa no Fluminense Imagem: Lucas Merçon/Fluminense F.C

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

23/01/2019 00h14

A novela que envolve a possível antecipação do fim do mandato do presidente Pedro Abad ganhou mais um capítulo no Fluminense, e deixou em aberto a permanência do mandatário até dezembro, quando terminaria seu mandato.

Em reunião convocada para a noite desta terça-feira, os conselheiros do clube rejeitaram a realização da Assembleia Geral, marcada inicialmente para este sábado. A assembleia decidiria pela mudança do estatuto, que permitiria a ampliação do mandato do futuro presidente. Caso aprovada pela maioria, a nova gestão permaneceria no poder da eleição até o fim de 2022.

Por 43 votos a 37, os conselheiros vetaram a medida proposta por Abad, que optou por deixar o cargo antes do fim de seu mandato. Com esse resultado, a votação do próximo dia 26 fica mergulhada em um clima de instabilidade, visto que essa decisão dá margem a possíveis interferências jurídicas.

Apesar do movimento, a cúpula do Flu entende que não há amparo jurídico e segue normalmente o seu cronograma para sábado. 

Esse resultado foi melhor recebido pelos conselheiros contrários à extensão do mandato do presidente, que desde o início defenderam que o melhor caminho seria a renúncia. Neste caso, assumiria Fernando Leite, presidente do Conselho Deliberativo. Leite teria até 45 dias para convocar nova eleição. Um dos entusiastas dessa proposta foi Pedro Antonio, ex-vice de projetos especiais do Flu e virtual candidato.

Por outro lado, a ala capitaneada por Mario Bittencourt, Celso Barros e Ricardo Tenório era partidária da convocação da assembleia. O trio entende que a saída antecipada do mandatário e a ampliação do mandato do próximo presidente seria o melhor caminho.

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