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Athletico não cumpre liminar, Coxa pede WO e TJD dá ultimato por decisão

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Imagem: Reprodução

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

29/01/2019 17h23Atualizada em 29/01/2019 18h48

O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná deu ao Athletico até às 21h desta terça-feira (29) o prazo para que o clube cumpra a determinação de vender ingressos e separar um local específico aos torcedores do Coritiba para o clássico marcado para as 21h30 desta quarta-feira, válido pelo Campeonato Paranaense. Em despacho assinado por Adelson Batista, presidente do Tribunal, a decisão prorroga oportunidade de que o presidente atleticano Luiz Sallim Emed se explique ao TJD e cumpra as determinações. Caso não ocorra, o presidente irá emitir nova decisão, entre os pedidos feitos abaixo, do Coritiba e da procuradoria do TJD.

O Coritiba pediu ao TJD-PR a aplicação do WO ao Athletico Paranaense pelo descumprimento da liminar que obrigava o Furacão a destinar um local específico para torcedores coxas-brancas e a carga de 10% dos ingressos até as 12h desta terça-feira. Além disso, o Coxa pediu a interdição da Arena da Baixada ao TJD, bem como a suspensão do presidente atleticano, Luiz Sallim Emed, e do vice Marcio Lara, implicados na decisão.

Na decisão recente do presidente do TJD-PR, Adelson Batista, há a promessa de reconsiderar os pedidos do Coritiba quanto ao WO e à interdição da Arena, mas já se descarta punições aos dirigentes atleticanos através do pedido do Coxa, considerado inapto a fazer este requerimento.

A procuradoria do tribunal também entrou com um pedido quanto ao comportamento do Athletico, que tinha até as 12h desta terça-feira (29) para colocar ingressos à venda para a torcida do Coritiba. Os procuradores pediram ao TJD-PR que determine que o jogo seja disputado com portões fechados. O procurador Pedro Feitosa explicou a intenção: "O projeto-piloto do Athletico com o MP estadual não tem força de lei. A Federação não aderiu a ele, tem seus regulamentos. O que a gente quer, em primeiro lugar, é que cumpram a liminar. Se não cumprirem, pedimos portões fechados".

O Athletico publicou em seu site uma carta, que seria de autoria do Ministério Público do Paraná, em que defende a medida da "Torcida Única" em 10 tópicos. Em linhas gerais, o MP-PR questiona o poder de decisão do TJD-PR: "A Justiça Desportiva, apesar do nome, não faz parte do Poder Judiciário nem possui qualquer vinculação com o Estado. Sua composição se dá por indicação da Federação Paranaense de Futebol, OAB, clubes, jogadores, atletas e árbitros, para mandato de quatro anos "

A medida de não conceder espaço específico aos visitantes e não permitir entrada de adereços ou camisas de visitantes na Arena da Baixada já rendeu polêmica no Campeonato Brasileiro de 2018. Adotada a partir do jogo contra o Cruzeiro, a medida resultou em reclamações dos visitantes, retaliação dos clubes quando o Athletico joga longe da Arena e também em brigas, como quando o Internacional jogou em Curitiba.

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