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Danilo supera pior momento da carreira e luta para herdar vaga de D. Alves

AFP PHOTO / Benjamin CREMEL
Danilo deixou hotel da seleção brasileira na Rússia de muletas Imagem: AFP PHOTO / Benjamin CREMEL

Danilo Lavieri

Do UOL, em Praga (República Tcheca)

2019-03-25T04:00:00

25/03/2019 04h00

Danilo completa hoje 10 anos de sua estreia como jogador profissional. Sua estreia foi defendendo o América-MG diante do Uberaba, em 2009. Em vias de voltar a atuar como titular da seleção brasileira no amistoso de amanhã (25) contra a República Tcheca, o lateral lembra do pior momento de sua vida como atleta: o corte da Copa do Mundo de 2018.

À frente de Fagner na briga pela sucessão de Daniel Alves, o atleta do Manchester City viu o empate em 1 a 1 com o Panamá do banco já que Tite estava fazendo testes na sua defesa e escalou os reservas. Com a expectativa que pode se confirmar no treino desta tarde de ser confirmado como titular, ele concedeu entrevista ao UOL Esporte e lembrou como foi a decepção por ser cortado do Mundial da Rússia.

Danilo também afirmou que não se vê jogando bola por mais 10 anos, fez poucas projeções para o futuro, mas colocou a conquista do hexa como obsessão.

Confira a entrevista de Danilo ao UOL Esporte:

UOL Esporte: Se alguém contasse para você tudo o que já fez em 10 anos de carreira, lá atrás, em 2009, você acreditaria? Qual é o seu balanço?
Danilo:
Poucas vezes, eu parei para pensar sobre tudo que já passei no futebol até hoje. Sempre foi uma grande aventura e a cada jogo com a ansiedade de um menino. De repente você vê que já se estou por aí há 10 anos. Sempre desejei estar nos grandes momentos do futebol, mas se me dissessem lá atrás que seria dessa forma, talvez eu não acreditasse.

Qual a maior felicidade que você teve na carreira?
A maior felicidade, provavelmente, tenha sido jogar a Copa da Mundo. Ainda que com percalços de lesão e de não ter conquistado o título, mas foi um momento único, especialmente por tudo o que antecedeu a convocação.

E a maior tristeza da carreira? Foi justamente o corte?
Engraçado a vida, né? Minha maior felicidade foi a convocação para a Copa do Mundo e a maior tristeza provavelmente tenha sido, sim, essa lesão e não poder atuar naquele momento. Foi duro para mim, pois eu tinha me preparado muito pra estar lá. Dediquei muito tempo da minha vida. Eu até abdiquei de momentos com minha família e com meu filho para poder estar lá. Mas são coisas que podem acontecer. O mais importante é seguir forte.

Qual o melhor treinador que você já teve nestes 10 anos?
É difícil falar exclusivamente de um ou outro e nomear os melhores. Cada um foi extremamente importante no seu momento e tiveram muita influência na minha vida como profissional e como homem. Desde o Enderson Moreira, que foi quem me subiu para equipe principal do América-MG, em 2009, até hoje em dia com o Guardiola e o Tite.

Você atua algumas vezes pela esquerda no City. Como é o dilema de equilibrar isso com a vontade de respeitar a "cartilha do Tite" e ser convocado pelo o que mostra no clube?
Eu sempre penso que é um ponto positivo. O Tite sabe do que posso fazer como lateral direito e logo, em uma emergência, é sempre importante ter jogadores que possam desempenhar outras funções e que conheçam outras posições.

Pedro Martins/MoWa Press
Dani Alves enfrenta sequência de lesões desde a Copa Imagem: Pedro Martins/MoWa Press

O Dani Alves tem enfrentado problemas de lesão e a seleção se prepara para a sucessão. Como tem sido essa briga para você?
Meu respeito pelo Dani como atleta vitorioso é enorme. Dentro da seleção, ele segue tendo um papel importante, apesar da idade. É natural que se busque as alternativas para longo prazo dentro da seleção e, sem dúvidas, me considero apto para ocupar a função, por tudo que já vivi no futebol e por estar dentro da seleção há quase 8 anos. Mas, claro, o que te credencia a isso é o trabalho diário no clube.

O que você quer realizar nos próximos 10 anos de carreira?
Como objetivo para próximos anos, sem dúvida nenhuma está a conquista da Copa do Mundo. É minha obsessão conquistar títulos pela seleção, o que não é fácil. Não terei mais 10 anos, com certeza (risos). Mas tenho bons anos ainda pra seguir desfrutando do futebol!

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