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Corinthians pode perder por WO e ser punido com 3 a 0 se não jogar final

Bruno Grossi/UOL
Ônibus do Corinthians teve janela quebrada em visita ao Morumbi em julho de 2018 Imagem: Bruno Grossi/UOL

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

2019-04-11T14:37:00

11/04/2019 14h37

O Corinthians pode ir para casa em desvantagem caso não entre em campo para disputar o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista contra o São Paulo, neste domingo, no Morumbi. Segundo o delegado Antonio Olim, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, o time alvinegro perderia a partida por WO (3 a 0), caso o departamento jurídico do time não permita que os atletas joguem por causa de um possível apedrejamento na chegada ao Morumbi.

"A consequência seria o WO. O Corinthians não vai querer ir com uma derrota para o próximo jogo, não acredito que aconteça isso. Se acontecer isso, vão ser presos [quem atirou a pedra]", disse Olim, em contato com o UOL Esporte.

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Segundo publicou o Meu Timão e confirmou o UOL Esporte, o Alvinegro enviou ofícios ao próprio São Paulo, à Polícia Militar, ao promotor de Justiça Paulo Castilho e à Federação Paulista de Futebol. No texto, o alerta: não vai ter jogo caso os torcedores rivais ataquem o ônibus corintiano, como não raro acontece no entorno do Morumbi.

"Não acho que vá acontecer isso, até pelo respeito do Andrés Sanchez (presidente do Corinthians) com os torcedores. Não temos nada a ver com isso. O Poder Público tem a ver com segurança. A segurança vai ser dobrada. Se acontecer quando chegar ao estádio, tem de respeitar o regulamento e os torcedores. Vai ter consequência se não entrar em campo. Mas não acredito vá acontecer isso [apedrejamento de ônibus] e que não vão jogar. É mais uma guerra [psicológica], um jogo nervoso, e o São Paulo não tem esse interesse que isso [apedrejamento] aconteça", completou Olim.

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Errata: o texto foi atualizado
Antonio Olim é presidente do TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo). A primeira versão do texto incorretamente tratava o delegado como presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, mas a informação foi corrigida.
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