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"Podem dar WO. Se quebrar um vidro, Corinthians não jogará", reforça Andrés

Daniel Vorley/AGIF
Presidente do Corinthians se mostrou mais flexível do que o documento enviado pelo departamento jurídico ontem Imagem: Daniel Vorley/AGIF

Arthur Sandes e Flávio Latif

Do UOL, em São Paulo

2019-04-12T12:26:51

12/04/2019 12h26

Um dia após o Corinthians ameaçar não entrar em campo caso tenha o ônibus atacado no estádio do Morumbi, Andrés Sanchez resolveu dar uma entrevista coletiva sobre o assunto na manhã de hoje. O presidente reforçou a posição institucional e, apesar de se mostrar mais flexível, não mostrou qualquer preocupação com possíveis consequências caso o Alvinegro não entre em campo.

"Estou avisando antes: se quebrarem um vidro do ônibus no domingo, não vamos jogar. Se jogarem uma pedra e amassar, aí vamos ver, também não somos tão radicais. Mas se quebrar um vidro, o Corinthians não entra em campo", esclareceu Andrés, dando certa margem para interpretação caso haja de fato uma recepção hostil antes do clássico deste domingo (14). O presidente, seja como for, disse não se importar com as possíveis consequências de não entrar em campo. "Pode dar W.O. Isso tem que acabar", disse.

A posição do presidente é relativamente mais flexível do que o ofício enviado ontem ao São Paulo, à Polícia Militar, ao promotor de Justiça Paulo Castilho e à Federação Paulista de Futebol. No documento, o Corinthians avisava que não jogaria a final caso tivesse o ônibus atacado - não havia a especificação de janelas quebradas ou não.

Após o assunto surgir ontem, o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP), Antonio Olim, disse ao UOL Esporte que "a consequência de não jogar seria o W.O." e se mostrou descrente de que o Alvinegro leve a cabo as ameaças caso realmente haja um ataque ao ônibus. "O Corinthians não vai querer ir com uma derrota para o próximo jogo, não acredito que aconteça isso. Se acontecer isso, vão ser presos [quem atirou a pedra]", afirmou.

Houve violência na última visita do Corinthians ao São Paulo, em julho de 2018. Na ocasião, a escolta da PM atrasou mais de 30 minutos e resultou em discussão entre seguranças do clube e policiais. Era uma estratégia para encontrar menos são-paulinos no portão principal do Morumbi, mas o método falhou: ainda havia muitos torcedores no local, e alguns atacaram objetos no ônibus, que teve uma janela quebrada.

O problema não é recente. Já em 2009, há dez anos, Ronaldo Fenômeno e cia. fizeram uma espécie de pacto após o ônibus corintiano ser atacado na chegada ao estádio tricolor. Era semifinal do Paulistão, e o atacante fez discurso inflamado tendo o episódio como gancho. Em campo, deu Corinthians por 2 a 0.

Se tudo correr bem, São Paulo e Corinthians dão início à disputa pelo título estadual às 16 horas (de Brasília) deste domingo (14). O jogo de volta, na Arena, está marcado para o mesmo horário do domingo seguinte (21). Em caso de empate no placar agregado, a taça é decidida nos pênaltis.

Confira a íntegra da coletiva do presidente Andrés Sánchez: