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Em casa? Fla pode erguer taça no primeiro duelo como gestor do Maracanã

Antonio Lacerda/EFE
Flamengo começa a administrar o Maracanã a partir desta sexta-feira Imagem: Antonio Lacerda/EFE

Alexandre Araújo e Vinícius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

2019-04-19T12:00:00

19/04/2019 12h00

"Aha, uhu, o Maraca é nosso". Foi com esse cântico, constantemente entoado pelas torcidas nas arquibancadas do Maracanã, que conselheiros do Flamengo celebraram a aprovação da assinatura de contrato para a gestão do estádio. E é neste contexto que o time rubro-negro encara o Vasco, neste domingo, no segundo encontro da final do Campeonato Carioca, partida que vai marcar o início da gestão do clube da Gávea naquele que outrora foi o "Maior do mundo".

No primeiro confronto, vitória por 2 a 0 dos comandados de Abel Braga, com dois gols de Bruno Henrique. Confirmando a vantagem, o Flamengo pode, já nesta estreia, levantar o primeiro troféu estando no comando do Maracanã.

Vale lembrar que quem acertou a parceria com o Governo do Estado do Rio de Janeiro foi o Rubro-Negro porque o Fluminense ainda não possui as CND's (certidões negativas de débito) necessárias para convênios com o poder público, porém, os clubes farão um contrato à parte para uma espécie de gestão compartilhada.

- Flamengo é permissionário, Fluminense é interveniente. Mas os clubes combinaram que as decisões vão ser compartilhadas. Se ele (Flamengo) quiser dividir as decisões da gestão com o Fluminense, é problema dele. Eu vou cobrar do Rubro-Negro. Assim que o Fluminense conseguir a CND, ele se torna permissionário - disse Wilson Witzel.

Palco de diversas grandes conquistas dos times cariocas, o Maracanã já passou por diversas administrações, desde Adem (Administração do Estádio Municipal), ainda na década de 1950, passando por Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro) e Consórcio Maracanã S/A, chegando à dupla Flamengo e Fluminense.

A união entre os dois clubes foi costurada no começo do mês e ganhou força após uma reunião que aconteceu na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), no último dia 3, fazendo com que a proposta fosse finalizada e levado ao Governo do Rio já no dia seguinte - quando terminava o prazo para a apresentação dos documentos.

Final começou fora das quatro linhas

A final do Campeonato Carioca, pode-se dizer, começou antes mesmo de o apito inicial no último domingo, no Nilton Santos. Insatisfeito com o fato de o Flamengo ser o novo gestor do Maracanã, o Vasco entrou com uma ação na Justiça para evitar que o rival comande o estádio. Além disso, o presidente Alexandre Campello fez questão de levar a primeira partida da decisão para o Nilton Santos, atualmente gerido pelo Botafogo.

Como mandante e com a oportunidade de escolher os lados no Nilton Santos, a diretoria cruzmaltina ainda escolheu os setores Sul e Leste, que, geralmente, são destinados aos rubro-negros, o que gerou ressalvas da Ferj e do Bepe (Batalhão Especial de Policiamento em Estádios).

- Não seremos "chaveirinho" na calça dos outros clubes. O Vasco tem que participar da gestão. O Vasco não quer esmola de jogar lá. Se o Fluminense se submete a esse desejo, é algo deles. O Vasco não aceitou ser subalterno e não participar da gestão. Não vamos aceitar que o Maracanã seja entregue a um ou dois clubes. Falamos com o Flamengo, que nos apresentou uma proposta que não era isonômica. Aceitamos que eles tivessem maior participação do lucro, pois jogariam mais lá, mas eles não abriam mão de ter controle do estádio. Eles disseram que procurariam o Fluminense - disse o mandatário cruzmaltino, em entrevista coletiva no último dia 4.