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Mãe acusa Palmeiras de coação e discriminação contra filha com deficiência

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Deficiente cognitiva, Luiza Baú é sócia do Palmeiras Imagem: reprodução

Lucas Faraldo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

2019-04-20T04:00:00

20/04/2019 04h00

"O que vocês estão fazendo aqui é ajudando as pessoas que são intolerantes a continuar sendo intolerantes, é isso que vocês estão fazendo, reforçando essa sensação de que a gente tem que excluir quem é deficiente."

A fala acima foi pronunciada por Silvia Carneiro, mãe de Luiza Baú, deficiente cognitiva, em uma conversa datada do último 8 de fevereiro, diante de uma coordenadora, uma assistente social e um advogado do Palmeiras, clube do qual são sócias. Elas relatam terem sido constrangidas e coagidas pelos funcionários do clube em uma sala da sede social durante 48 minutos de reunião, convocada pela coordenação com objetivo de convidar Luiza a se retirar das aulas de ioga. O UOL Esporte teve acesso ao áudio.

Os funcionários, bem como o Palmeiras, foram procurados via assessoria de imprensa do clube. A diretoria de comunicação se inteirou internamente sobre o episódio e informou que não haveria posicionamento oficial ou entrevistas, mas negou ter havido convite para Luiza deixar as aulas de ioga.

Encaixes e desencaixes

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Silvia não sabe nem precisar há quanto tempo ela e Marcelo, pai de Luiza, são sócios do Palmeiras. Faz décadas. A principal referência é a infância dos dois filhos gêmeos mais velhos do casal, hoje com 31 anos de idade, marcada por brincadeiras, atividades sociais e práticas esportivas no clube. Tinha tudo para ser igual com a irmã caçula. Mas não foi - e seria ainda mais desigual não fosse mãozinha do ex-presidente Mustafá Contursi.

Luiza, hoje com 26 anos de idade, tem uma deficiência cognitiva de nome kernicterus, também conhecida como encefalopatia bilirrubínica. Trata-se de uma condição na qual um pigmento da bile se torna tóxico a algumas células do tronco cerebral. Como consequência, a torcedora do Palmeiras em questão passou seus primeiros 17 anos de vida sem falar.

"Ela não falava. Mas entendia tudo o que falávamos. Descobrimos depois, mais recentemente, quando começou a contar coisas e nomes de pessoas de quando ela tinha cinco anos. Ela sempre conseguiu compreender o que estava acontecendo ao seu redor, mas não sabia se expressar", detalha Silvia.

Apesar da dificuldade em se comunicar quando mais nova, Luiza mostrava desde pequena interesse por natação. Ao saber da deficiência da sócia, o Palmeiras em um primeiro momento não teria permitido sua matrícula nas aulas. Ela então nadou alguns anos em uma outra instituição particular, ganhou medalhas e somente uma década depois, graças a uma conversa extraoficial entre uma parente de Luiza e o então mandatário alviverde Mustafá, é que a jovem teve acatado seu pedido de inclusão nas aulas na piscina do clube.

Nos últimos anos, Silvia e Luiza passaram a testar outros cursos a que têm direito como sócias do Palmeiras, sem, no entanto, conseguir se adaptar a nenhum deles. Hip-hop, dança bollywoodiana, dança flamenca, sapateado? Foram algumas das aulas que, antes da ioga, não encaixaram. "Não encaixaram no sentido de os professores acharem que não era para a gente. Diferente do episódio da ioga que viria em seguida", explica Silvia.

As tais aulas de ioga do Palmeiras entraram na mira da Luiza há quase dois anos. Um médico orientou Silvia a proporcionar a sua filha uma atividade física que alongasse os membros e fortalecesse o tônus muscular. As práticas indianas pareciam ideais, e as duas se inscreveram em uma lista de espera para se matricular na atividade no clube.

"Vi que, toda vez que a gente ia lá, não estava mais na fila da ioga e não tinham chamado a gente. Deu um ano, falei: 'gente, não é possível'. Comecei a pegar no pé da coordenação. Então chegou nossa vez, fiz a matrícula e começamos as aulas. Depois da segunda, terceira aula, a Regina (Braiani, coordenadora) veio até mim e falou que precisávamos 'ver direito essa coisa da Luiza, que acho que não encaixa'", relata a mãe.

Entre quatro paredes

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No início de fevereiro, Silvia foi novamente procurada pela coordenação do clube, agora convocando-a para uma reunião. Assim como na primeira vez em que a mãe foi abordada, não foram passadas maiores informações sobre o escopo da conversa - nem quem conversaria.

"Jamais imaginei que teria um advogado e uma assistente social, aquele quadro de funcionários juntos a postos para falar comigo e com a Luiza. O advogado chegou armado da lei de inclusão, que ele falava que 'não era bem assim'. Foi uma conversa que achei bastante destemperada, com comentários bastante inadequados", relata, antes de pontuar:

"Foi desgastante. Desrespeitoso. Preconceituoso. Humilhante. Desumano."

Apesar de negar, o Palmeiras queria, conforme mostram os trechos da reunião transcritos abaixo, realocar Luiza de curso: tirá-la da ioga para atender supostas reclamações de outros sócios; e matriculá-la em uma de três opções dadas pelos próprios funcionários do clube ali na sala. Uma das sugestões colocadas sobre a mesa foi a natação, que deixou de fazer parte da rotina da jovem palmeirense por falta de um vestiário familiar no clube, já que o pai, Marcelo, foi quem passou a nadar com a filha e não podia auxiliá-la a se trocar.

Uma crítica central de Silvia diz respeito à conivência da assistente social Heloa Bueno e da coordenadora Regina Braiani a reclamações preconceituosas de uma aluna específica contra Luiza ao invés de darem suporte a sua filha, alvo de discriminação.

Ainda nos minutos iniciais da tal reunião, o advogado Luciano Pupo sugeriu a existência de relatos de professores dizendo que Luiza atrapalhava o desenvolvimento das aulas e que o clube registrou "inclusive algumas, não ameaças de baixas, mas pessoas que manifestaram o desejo de parar com a ioga em razão disso (presença da Luiza)".

Espantada com tal informe, Silvia esperou o próximo dia de ioga para buscar esclarecimentos. Em uuma conversa com as alunas presentes na aula daquele dia, ouviu de diferentes sócias frases de indignação como "nossa, ninguém reclamou" e "imagina, isso é inaceitável". Em resumo: as alunas ali mostraram-se compassivas com Luiza.

E a professora também. Em conversa particular com Silvia, a responsável pelas aulas de ioga negou conhecimento prévio da reunião ministrada pela coordenação, chorou ao perceber a angústia da mãe e revelou ter havido queixa de apenas uma aluna específica, logo no primeiro dia de aula de Luiza. Essa reclamação isolada, de acordo com o que foi dito pela professora a Silvia, teve a seguinte afirmação: "Não vou fazer aula com uma retardada". Teria havido ainda um protesto direto desta aluna junto à coordenação.

Essas, porém, não foram as informações passadas a Silvia e Luiza na reunião de dias antes, conforme reforçam os trechos daquele diálogo, transcritos abaixo:

"A professora (de ioga) até nos ofereceu a mão de obra para estar trabalhando mais especificamente com a Luiza, mas não no grupo", afirmou a coordenadora Regina.

"O que a gente está tentando aqui (na reunião) é procurar uma forma de incluir a Luiza sem que a inclusão também possa... Que... A inclusão é um direito individual que está dentro de um espaço que sempre vai ser coletivo, (...) então assim como a Luiza tem os direitos garantidos (...) as outras pessoas que estão ao redor também são pessoas que podem requerer o seu direito, entende?", alegou a assistente social Heloa.

Também incomodou Silvia a postura do advogado Luciano na reunião. No entendimento da sócia, houve coação por parte do clube ao longo da conversa de quase uma hora. O diálogo transcrito abaixo é citado como o início de uma série de afirmações constrangedoras.

"(...) Resumindo: número 1, a gente não vai sair da ioga. E podemos passar para o número 2, vamos lá, qual é a próxima?", falava Silvia, até ser interrompida por Luciano.

"Não. Nós vamos continuar no número 1 porque a ioga não é possível", respondeu o advogado.

Passados mais alguns minutos da conversa, Silvia fez acusações em direção aos funcionários do clube: "vocês me chamam aqui para me colocar contra a parede (...) estão me convidando a me retirar da aula, e é isso que vocês querem, é ridículo isso".

Pupo então rebateu: "É porque (a ioga) é uma modalidade que exige um certo comportamento que não está sendo manifestado e não está sendo exibido pela Luiza".

"A gente se sente bem na ioga, ela está adorando a aula, e tem feito bem para ela, olha como ela melhorou de tônus", insistiu Silvia, em outro momento da discussão.

"Dona Silvia, a ioga até onde eu sei exige um comportamento que a Luiza não tem (...) Nós já temos relatos dos professores neste sentido e dos outros alunos", retrucou então o advogado, se esquivando quando Silvia exigia tais relatos por escrito.

A assistente Heloa, em meio ao diálogo, sugeriu que as partes ali se concentrassem em "encontrar um lugar (no clube) onde a Luiza se sinta bem e não cause constrangimento." Logo na sequência, tentou se corrigir: "Não é bem (essa) a palavra".

Instantes depois, Luiza deixou escapar um arroto. Silvia usou de leve ironia para orientar a filha: "Porque você arrota o pessoal quer que você saia da ioga".

O advogado então disse notar "uma certa animosidade na senhora, Dona Silvia. A senhora não quer resolver essa situação". E foi emendado por declaração da assistente social: "Tem essa questão da ioga que, enfim, uma postura como essa de um arroto?"

Uma conversa mais tensa entre Luciano e Silvia se originou a partir daí, na qual a mãe de Luiza questionou se somente sua filha seria uma aluna que arrota nas aulas. "Acredito que só", respondeu o advogado. Segundo professores e especialistas da prática indiana, porém, é normal a liberação de gases, sejam arrotos ou puns, durante o relaxamento do corpo.

Questionando outra fala de Luciano, Silvia perguntou se Luiza teria de parar de fazer as aulas porque "a harmonia do clube está comprometida". O advogado então elevou o tom de voz para rebater que "se a senhora quer colocar nestes termos, especificamente em relação à ioga, sim (a Luiza teria de parar de fazer as aulas em benefício da harmonia do clube)".

Acolhidas pela turma

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Ioga não é possível? Comportamento ideal não manifestado... Constrangimento causado a terceiros? Harmonia comprometida no clube? Nada disso foi relatado por duas outras participantes da turma de ioga do Palmeiras ouvidas pelo UOL Esporte. Na verdade, aliás, Silvia e Luiza foram elogiadas, e as colegas de sala como um todo (cerca de dez) teriam se indignado ao saber que alguém "de comportamento intolerante" havia feito reclamações.

"Essa coisa que está pairando no ar nesses novos tempos, de intolerância, é algo que está acontecendo. Essas pessoas intolerantes estão se manifestando e precisam ser freadas. Existe na sociedade esse comportamento intolerante, de se achar melhor que os outros, de se achar o dono do pedaço", opina a sócia Rosa Maria de Almeida, de 68 anos.

De acordo com as sócias ouvidas pela reportagem, as aulas de ioga estão longe de ter uma atmosfera de silêncio absoluto como sugerido pelos funcionários do Palmeiras. É comum inclusive as orientações da professora serem interrompidas por gritos e palavrões de quem joga bola em quadras próximas ou batuques de quem faz sapateado ali por perto.

"A gente já teve aula de ioga no meio de tanto barulho. Se a Luiza ficar resmungando, falando alguma coisinha, não vai atrapalhar em nada a aula. Ela não atrapalha em nada. Que tipo de gente foi reclamar da menina?", questiona Rosa Maria.

"É um preconceito de que a Luiza fazia alguns barulhos, falava alguma coisa durante a aula. É um nada, não tem como incomodar. A pessoa que levou isso para frente... Eu não entendo, é chocante. Pegou todo mundo ali entre as alunas de surpresa, nos sensibilizou", acrescenta a também sócia Sandra Menezes, de 46 anos.

Sandra, ao contrário de Rosa, entrou apenas recentemente nas aulas de ioga. Sua primeira aula, aliás, foi no dia em que Silvia relatou às alunas o constrangimento sofrido na reunião. Na semana seguinte, teve oportunidade de conhecer melhor Luiza e sua mãe.

"A Luiza faz alguns comentários às vezes, mas não é nada que atrapalhe. Ela vai esticar o braço em um exercício, por exemplo, e fala 'meu braço'. São comentários espontâneos, até legais. E a Silvia parece ter ficado constrangida depois da tal reunião, a impressão que dá é que ela ficou policiando a Luiza para que ela ficasse quietinha. Mas acho que não tem que ter isso, não tem que ficar podando a Luiza. Ela tem que fazer a aula como consegue fazer. A professora também deixa todos muito à vontade", descreve Sandra.

Rosa compactua da mesma opinião: "Sabe quando desperta um sentimento humanamente bom? De aceitação das pessoas como elas são? É nesse sentido que vejo minha relação com a Silvia e a Luiza. Relação de fazer o possível para que dê certo. Porque ser igual é muito fácil, o duro é ser diferente nos locais."

Abraçadas pela turma, Silvia e Luiza seguem fazendo as aulas de ioga até os dias de hoje. Mas então o que querem as sócias do Palmeiras mais de dois meses após a reunião?

Feridas abertas

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Foto da família de Luiza Baú em 2016 Imagem: reprodução

O primeiro impulso de Silvia ao sair da reunião foi cair em prantos. "Aconteceu em uma sexta-feira. De sexta para sábado não consegui dormir. Fiquei super mal. Chorei a noite inteira", resume. Passado o choque inicial e incentivada pelas próprias alunas da aula de ioga com quem conversou depois, ela procurou ajuda de advogados. Mas, pelos próprios juristas, foi desaconselhada a entrar na Justiça - não que não tivesse tido direitos feridos.

"As duas advogadas com quem conversei falaram que o Palmeiras é muito grande, é um clube, que era besteira mexer nisso. Disseram que quem ganha esse tipo de ação no Brasil é juiz, desembargador ou ministro, que normalmente invertem os valores e que seria um desgaste para a família", conta Silvia, que conversou com a reportagem por dois meses até decidir tornar o caso público. "Fui alertada até sobre o risco de sofrermos represálias no caso de falar com a imprensa, já que de certa maneira eu havia resolvido a situação ao me negar sair das aulas de ioga e não ser mais convidada a nenhuma reunião do tipo."

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, a Apae, tem posicionamento mais combativo do que as advogadas ouvidas por Silvia. Em contato com o UOL Esporte, Lucas Nowill, advogado do Núcleo de Defesa e Garantia de Direitos da Apae de São Paulo, vê como retrógrada a atitude do Palmeiras no caso de Luiza e sua aula de ioga, mostra-se reticente à ideia de "caso encerrado" e apoia a decisão das sócias de não se calarem.

"Quando a gente pensa em uma pessoa com deficiência, a gente já imagina a vida dessas pessoas como uma verdadeira sucessão de 'nãos'. Não no trabalho, não na educação, não no esporte? Esse tipo de atitude (reunião do Palmeiras) só demonstra como as pessoas ainda enxergam a deficiência atrelada à ideia de pessoa incapaz. O modelo social que temos hoje, porém, tanto internacional quanto nacionalmente, é de que a incapacidade não é verificada no indivíduo, mas sim na sociedade, quando falha na inclusão", afirma.

"O problema está na sociedade. A sociedade é que precisa se adaptar às pessoas com deficiência. A atitude do Palmeiras traz a visão antiquada de que a aluna é quem tem de deixar a aula, como se a Luiza fosse o problema, e não a própria aula (ao não se adaptar). Há distorção de foco. E a Silvia tornar o caso público é muito importante", acrescenta.

Ainda de acordo com o advogado da Apae de São Paulo, o ideal é uma instituição como o Palmeiras tomar atitude oposta à protagonizada por coordenadora, assistente social e advogado na reunião travada com Silvia e Luiza. Por meio de seus funcionários, o clube deveria orientar sócios e alunos sobre questões que envolvem deficiência, criando assim um ambiente de aceitação e respeito. "Isso se torna um ato de cidadania, gera um bem para as pessoas com deficiência e para todos os alunos, que repassam as informações adiante fazendo com que a sociedade fique cada vez mais inclusiva", diz Nowill.

"De modo geral, o que sinto é que a sociedade exclui, não quer lidar com pessoas com deficiência. A fala do Palmeiras de 'não estar preparado para receber (a Luiza)'... Eles têm de estar preparados para receber. É uma coisa que é lei", alerta Silvia, sintetizando, em uma linguagem menos jurídica e mais maternal, posição semelhante à da Apae de São Paulo.

"Se a Silvia procurasse a Justiça, com certeza haveria a possibilidade de manejar alguma ação indenizatória por danos morais e no âmbito criminal também talvez uma ação ligada especificamente ao crime de discriminação, como diz a lei. Não é considerado mais como um mero desfavor do cotidiano, mas sim algo grave que abala diretamente a honra, a moral, até o trato dela com a filha, a relação familiar. Ela tem totais possibilidades de procurar um advogado ou a defensoria pública para ir atrás desses direitos", explica Nowill.

Processar o clube, no entanto, é hoje descartado por Silvia. Sua intenção é tentar manter o dia a dia como sócia junto a Luiza, proporcionando à filha atividades físicas e sociais por lá. As feridas deixadas pelo posicionamento do Palmeiras no episódio da discriminação na aula de ioga, porém, seguem abertas à espera de um "remédio" para a cicatrização:

"Gostaria de receber um pedido de desculpa. Eu não quero mais ficar calada perante o que é injusto. Sei reconhecer o que está certo e o que está errado, e as pessoas tratam a gente mal quando a gente exige direitos. Se essa situação não se repetir mais com ninguém, e eles (funcionários do Palmeiras) reconhecerem que estão errados, já é o suficiente."

O outro lado

Preferindo não se posicionar oficialmente nem conceder entrevistas, o Palmeiras, em conversa com a reportagem, alegou que a reunião não tinha como objetivo convidar Luiza a se retirar das aulas de ioga, mas sim apresentar outras opções de aulas além da ioga.

A presença de Heloa e Luciano na reunião foi justificada como forma de dar assistência a Silvia e Luiza: a assistente social para dar apoio; o advogado para informá-las sobre direitos e deveres delas e do clube no que diz respeito à lei.

O Palmeiras ainda reafirma seu compromisso histórico com a inclusão de associados com necessidades especiais. Atualmente, o clube diz ter matriculados seis sócios com síndrome de down, quatro com autismo, um com deficiência auditiva e ainda outros dois com deficiências não especificadas em aulas de musculação, natação, hidroginástica e ioga.

Vídeo:
Luiza, 2017
Roteiro e Direção: Caio Baú
Produção: Gesto de Cinema Produções Audiovisual