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Importantes no Carioca, Diego Alves e Diego estiveram perto do adeus ao Fla

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Alexandre Araújo e Vinícius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

2019-04-21T18:00:00

21/04/2019 18h00

Nomes importantes na conquista do Campeonato Carioca, o goleiro Diego Alves e o meia Diego, por pouco, não fizeram parte desta história. O goleiro terminou a última temporada afastado do elenco, após discussão com o técnico Dorival Júnior, enquanto o meia, reserva na reta final e restando seis meses para o fim do contrato, esteve em negociação com o Orlando City, dos Estados Unidos.

As situações, porém, de incógnitas se transformaram em certezas: eles ficaram. Alguns dias após a eleição presidencial, que decretou Rodolfo Landim como novo mandatário, Marcos Braz, escolhido como vice de futebol, elogiou os dois jogadores e afirmou que contaria com eles, buscando solução.

No dia 4 de janeiro, Diego Alves, em entrevista coletiva, garantiu que o episódio de 2018 havia sido encerrado, enalteceu Marcos Braz e o técnico Abel Braga e avisou que permaneceria na Gávea.

- Eu precisava resolver essa situação interna com o Flamengo. O Marcos Braz me ligou logo que assumiu. Conversamos. Depois tive uma conversa muito franca com Abel. Falei o que penso e a verdade. Ele é a pessoa responsável por eu estar hoje aqui - afirmou, à época.

Não demorou muito para que outro imbróglio tivesse fim. Em 22 de janeiro, o Flamengo anunciou a renovação de contrato com Diego, com o novo vínculo sendo válido até dezembro de 2020.

No Campeonato Carioca, Diego marcou três gols, duas assistências, 471 passes certos, além de ter sido o terceiro com mais posse de bola. Já Diego Alves, fez 14 defesas, sendo seis consideradas difíceis - números segundo o "Footstasts".

Lembre o caso

O goleiro Diego Alves e o meia Diego se lesionaram na partida contra o Corinthians, na segunda partida pela semifinal da Copa do Brasil, que decretou a eliminação do time rubro-negro. Após a despedida do Flamengo da competição, o então técnico Mauricio Barbieri acabou demitido e a diretoria contratou Dorival Júnior.

Quando o treinador chegou, com os dois jogadores entregues ao departamento médico, a comissão optou por César no gol e Willian Arão no meio de campo. A equipe conseguiu engatar uma sequência de bons resultados e ganhou posições no Campeonato Brasileiro.

Diego Alves e Diego se recuperaram, mas Dorival optou por manter a equipe que vinha atuando. O goleiro não aceitou a condição e avisou que não viajaria para o duelo com o Paraná. Insatisfeita com a postura do camisa 1, a comissão técnica manteve César como titular.

O goleiro convocou uma conversa com os companheiros sem a presença de Dorival. Após ficar sabendo do encontro, Dorival e o diretor de futebol Carlos Noval convocaram nova conversa e contestaram a versão apresentada, gerando nova discussão entre as partes e uma consequente afastamento, que perdurou até o fim da temporada.

Ainda na gestão passada, com Bandeira de Mello como presidente e Ricardo Lomba como vice de futebol, houve reunião com pessoas que cuidam da carreira de Diego Alves, mas, à época, não se chegou a uma definição, fazendo com que a situação só fosse resolvida com a nova diretoria.