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Chapecoense entra com pedido, e TJD julgará anulação de final contra o Avaí

Vladimir, goleiro do Avaí, observa cobrança de pênalti durante decisão do Catarinense - Frederico Tadeu/Avaí F.C.
Vladimir, goleiro do Avaí, observa cobrança de pênalti durante decisão do Catarinense Imagem: Frederico Tadeu/Avaí F.C.

Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

24/04/2019 18h25

A Chapecoense entrou com uma ação no Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC) para pedir a anulação da final do Campeonato Catarinense, contra o Avaí, disputada no último domingo. O clube de Chapecó alega que foi prejudicado pela arbitragem ao não ter um gol validado na decisão por pênaltis - que acabou definindo quem fica com a taça.

Felipe Branco Bogdan, presidente do TJD-SC, aceitou o pedido da Chapecoense e o julgamento deve acontecer na próxima semana. Enquanto isso, a Federação Catarinense de Futebol (FCF) fica impedida de homologar o Avaí como o campeão estadual de 2019.

Na ação enviada na tarde de ontem, a Chapecoense afirma que houve erro de direito na penalidade cobrada por Bruno Pacheco, a quarta da Chape, 'onde a bola claramente ultrapassou a linha de meta, o que foi ignorado pelo árbitro da partida, mesmo com a existência do VAR'. No texto, o clube de Chapecó pede a remarcação do jogo ou 'que ao menos sejam retomadas as cobranças de pênaltis com o placar de 4 x 3 para o Avaí, restando ainda uma cobrança da Chapecoense e uma do Avaí'.

No momento da cobrança em questão, o placar apontava 4 a 2 para o Avaí. Bruno Pacheco foi para a bola, e esta pegou no travessão e depois no chão. Com o erro confirmado pela arbitragem, o time da Ressacada acabou ficando com o título catarinense.

Para a Chapecoense, o árbitro da partida, Bráulio da Silva Machado, deveria ter verificado o lance no monitor de vídeo, à beira do gramado, e não ter apenas se apoiado nas opiniões dos árbitros de vídeo que estavam na cabine.

Na ação, a Chapecoense ainda cita a invasão de campo pela torcida do Avaí, que acabou não permitindo a premiação da forma que a FCF planejava, e critica a atitude da Polícia Militar.

"Invasão generalizada por parte da torcida mandante, como também se comprova pelas imagens e vídeos do jogo, e que essa conduta da torcida mandante, frise-se sem a mínima reprimenda da Polícia Militar presente ao jogo, de certa forma intimidou o quarteto de arbitragem a proceder conforme as regras do jogo e visualizar o lance, para ter certeza se a bola de fato quicou dentro do gol ou não", diz o texto da Chape.

Em contato com o UOL Esporte, a Chapecoense informou que a ordem do departamento jurídico é não comentar sobre o caso. Também procurado pela reportagem, o Avaí declarou que o departamento jurídico do clube já está preparando a sua defesa.