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Brasileirão - 2019


O que Fluminense e Cruzeiro aprenderam para tentar vencer em reencontro

Matheus Ferraz disputa lance com Rodriguinho: times se reencontram hoje - Thiago Ribeiro/AGIF
Matheus Ferraz disputa lance com Rodriguinho: times se reencontram hoje Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Enrico Bruno e Leo Burlá

Do UOL, em Belo Horizonte e Rio de Janeiro

18/05/2019 04h00

A tabela do Campeonato Brasileiro reservou para Fluminense e Cruzeiro um reencontro três dias depois do empate por 1 a 1, em jogo válido pela Copa do Brasil. Com as atuações ainda frescas na memória, times e treinadores traçam suas estratégias para levar a melhor sobre o rival e sair com a vitória hoje, às 18h, no Maracanã.

O desempenho do Cruzeiro no meio de semana foi um dos mais fracos sob o comando de Mano Menezes, e deixou evidente a queda de rendimento desde o fim do Mineiro. Embora descontente, o técnico minimizou a atuação por se tratar de uma partida de Copa. Agora a história é diferente. Pela principal competição nacional, o time já não vem convencendo nem mesmo quando sai vencedor. A quatro pontos do líder Palmeiras, um novo tropeço no Rio pode aumentar ainda mais essa preocupação.

A primeira lição que o Cruzeiro tirou foi sobre a posse de bola. Os mineiros jogam de forma mais reativa, diferentemente do Fluminense, que propôs as ações. Mas terminar o jogo com 32% da posse foi pouco para as peças que o Cruzeiro tem. Para minimizar esse pouco tempo, é preciso aproveitar as raras chances nos 90 minutos. Na quarta-feira, isso foi possível graças ao gol de Pedro Rocha, na única finalização que o time teve. Mas um número tão baixo de chutes pode tornar compromissos futuros bem mais complicados.

Outro ponto a ser melhorado no Cruzeiro é encontrar um equilíbrio entre a defesa e o ataque. No último jogo, o time atuou com suas linhas de marcação muito baixas e distante dos jogadores da frente. Quando roubava a bola, a equipe sofria para fazer uma transição rápida e não conseguia contra-atacar conforme a estratégia do seu treinador. Ciente de que uma marcação mais alta também pode ser perigosa, o treinador terá que equilibrar seus setores para manter o time seguro e recuperar intensidade das ações ofensivas.

"Mesmo para mim, que sou acusado de gostar de jogo assim (mais defensivo), é pouco. Tivemos dificuldades de ficar com a bola, de saída, de aproveitar espaço quando conseguíamos recuperar a bola. É lógico que precisamos de mais", admitiu Mano Menezes.

Individualmente, o Cruzeiro também não está contando com o auge dos seus atletas. Depois de brilhar durante o Estadual, Rodriguinho caiu consideravelmente. Artilheiro com 16 gols, Fred já soma cinco jogos na seca e ainda não balançou as redes no Brasileirão.

Se a lição do rival parece ser mais complicada, o Flu precisa acertar em um fundamento primordial no futebol: as finalizações. Contra os mineiros, a equipe concluiu nada menos que 20 vezes no gol azul, mas pecou na qualidade. De tanto martelar, os tricolores foram premiados com um gol de João Pedro nos acréscimos.

"Precisamos colocar a bola dentro do gol. Jogamos contra um adversário que se defende muito bem. O Fluminense precisa ser muito elogiado, independente do resultado. Podíamos ter perdido e mesmo assim teríamos que ser elogiados. Estamos com um número alto de finalizações. A bola vai passar a entrar", disse Fernando Diniz.

O plano de jogo do comandante não prevê mudança de postura em relação ao que foi visto no último confronto, mas ajustes durante o jogo poderão ser feitos, ainda mais se o Cruzeiro apresentar uma postura diferente. A ordem nas Laranjeiras é a manutenção do estilo de troca de passes e agressividade, seja lá quem for o rival do outro lado do campo.