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Polícia investiga Cruzeiro por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica

Bruno Haddad/Cruzeiro
Presidente Wagner Pires de Sá, do Cruzeiro, evitou falar sobre investigação da Polícia Civil Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro

Do UOL, em Belo Horizonte

2019-05-27T00:08:09

27/05/2019 00h08

O Cruzeiro é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais. A instituição apura denúncias sobre lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e falsificação de documento particular. A informação foi divulgada pelo Fantástico.

A investigação da polícia se restringe à administração de Wagner Pires de Sá, iniciada em 2018 e que conta com Itair Machado, vice-presidente de futebol, como figura relevante.

Os investigadores da polícia já escutaram 15 pessoas, todas envolvidas de alguma forma com a diretoria do clube mineiro. Dentre os ouvidos, estão ex-funcionários, membros da atual cúpula, prestadores de serviços e funcionários. A ideia é averiguar o que é mostrado no balanço analítico contábil de 2018.

"Estamos investigando principalmente transações e pagamentos suspeitos. Sem a devida prestação do serviço ou superfaturados", disse o delegado Domiciano Monteiro, chefe da Divisão de Investigação de Fraudes e Crimes contra a Administração Pública, em entrevista à TV Globo.

Em nota publicada em nome do presidente Wagner Pires de Sá, o Cruzeiro repassou os problemas para a gestão anterior, a qual teve Gilvan de Pinho Tavares como mandatário:

"Lamento que a última eleição presidencial ainda não tenha acabado para alguns indivíduos. Adversários derrotados no pleito têm insistido, nos bastidores, em tentar tumultuar o ambiente do Cruzeiro, com o auxílio de um pequeno grupo, plantando notícias junto a alguns profissionais da mídia nacional, que infelizmente têm acreditado em tais conteúdos. A atual diretoria quer apenas fazer o nosso trabalho em paz e recolocar o Cruzeiro nos trilhos, consertando diversos erros, alguns que ultrapassam os limites da absurdez, cometidos pela gestão passada", escreveu.

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