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Hotel de confusão com Neymar tem diária de até R$ 5 mil e hospedou seleção

Hotel Sofitel Arc De Triomphe, em Paris  - Divulgação
Hotel Sofitel Arc De Triomphe, em Paris Imagem: Divulgação

Jamil Chade e Patrick Mesquita

Do UOL, em Paris (FRA) e São Paulo (SP)

07/06/2019 04h00

Poucos hotéis de Paris são tão luxuosos quanto o Sofitel Arc De Triomphe. Foi lá que Neymar e Najila Trindade se desentenderam e o jogador foi acusado de estupro. Localizado a poucos metros da nobre Champs-Élysées, o estabelecimento é visto como "superexclusivo" e já recebeu até mesmo a seleção brasileira.

O hotel pertence ao poderoso grupo francês Accor, que também é dono de marcas renomadas do ramo como Novotel e Ibis. Para passar a noite em um dos quartos mais "simples", um cliente precisa desembolsar cerca de R$ 2 mil. O valor pode ultrapassar R$ 5 mil nas acomodações mais confortáveis.

O local chegou a receber a seleção brasileira em 2011. Sob comando de Mano Menezes, o Brasil usou as instalações durante a passagem por Paris para enfrentar a França. Na oportunidade, os donos da casa venceram por 1 a 0, com gol de Karim Benzema.

O Sofitel Arc De Triomphe agiu rapidamente após o episódio envolvendo Neymar. A reportagem do UOL Esporte esteve no hotel, e os funcionários já estavam preparados para negar qualquer posicionamento. Até o momento, o estabelecimento não respondeu aos e-mails e ligações.

Apesar de toda a discrição e total silêncio até o momento, o hotel está sujeito a colaborar com a Justiça caso o Brasil oficialmente peça ajuda à França. Em contato com a reportagem, um procurador brasileiro disse que já há uma movimentação nesse sentido.

Quarto do o Sofitel Arc De Triomphe - Divulgação  - Divulgação
Imagem: Divulgação

O caso

Najila registrou Boletim de Ocorrência acusando Neymar de estupro. O documento foi averbado na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, em Santo Amaro, na capital paulista, referente a um fato que teria ocorrido no dia 15 de maio, no Sofitel Arc De Triomphe, em Paris.

A acusação da modelo é de que Neymar chegou ao hotel no dia 15 de maio, por volta de 20h (horário local), sob efeito de álcool. Após trocas de carícias, ele teria ficado agressivo e, mediante violência, praticou relação sexual sem o consentimento da vítima. Ela ainda disse que voltou ao Brasil no dia 17 de maio, abalada emocionalmente e com medo de registrar a ocorrência.