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Encontro de Neymar e Najila que acabou na polícia durou apenas 48 minutos

Brunno Carvalho, Felipe Pereira e Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo

09/06/2019 04h00

Neymar e Najila Trindade alimentaram fantasias via WhatsApp durante dois meses. A conversa começou com um "oi, fake" em 11 de março e durou até 15 de maio, com troca de provocações sexuais, brincadeiras e planos sobre o dia que, enfim, se encontrariam em Paris, na França. Tudo isso precisou de apenas 48 minutos de contato real para se transformar em um caso mal explicado e levar os dois direto para as páginas policiais, com uma acusação de estupro.

A primeira mensagem da conversa dos dois foi uma brincadeira de Neymar com a seguidora que o procurou no Instagram em fevereiro, segundo Najila Trindade relatou em seu depoimento dado à polícia na sexta (07). A partir daí, os dois trocaram fotos e brincadeiras picantes. "Oi, razão da minha libido" e "saudade do que a gente não viveu ainda" foram algumas das frases dos dois que viralizaram.

Após semanas de conversas, eles decidiram que iriam se encontrar em um hotel em Paris.

De acordo com o relato de Najila durante uma conversa com seu ex-advogado, José Edgard Bueno, o encontro durou menos de uma hora. Neymar teria chegado ao hotel por volta das 20h20 (horário local). Às 21h08, ele já estava enviando a polêmica foto com as nádegas da modelo machucadas. À polícia, Najila afirmou que a foto foi tirada sem sua autorização.

"Ao sair do banheiro, Neymar estava vestido e próximo à porta, foi quando ele a empurrou e tirou uma foto de seu corpo nu sem seu consentimento e ela perguntou o que ele estava fazendo, ele respondeu: 'relaxa, não tem seu rosto, depois te mando'. A declarante afirma que disse a ele para apagar tal foto. A declarante afirma que neste momento estava em estado de choque. A declarante afirma que Neymar deixou o quarto de hotel e após alguns minutos lhe enviou a foto que havia tirado sem sua autorização", disse no depoimento.

A imagem foi uma das evidências utilizadas por Najila para tentar provar o suposto estupro. No relato dela, os dois se encontraram e ficaram de "pegação" até o momento em que ela perguntou se Neymar tinha camisinha. Com a negativa do jogador, ela teria decidido não ter relação sexual com ele. O atacante do PSG, então, teria forçado o ato enquanto ela pedia para parar.

As trocas de mensagens entre os dois continuaram. A modelo afirmou que agiu como se nada tivesse acontecido de propósito. "Com o intuito de fazê-lo retornar ao hotel para que pudesse 'honrar' e 'bater nele', pois estava com muita raiva do que ele havia feito com ela", contou Najila para a polícia.

Najila e Neymar voltariam a se encontrar no dia seguinte, em um encontro nem Najila disse para a polícia não saber quanto tempo durou. No depoimento a modelo disse não saber nem mesmo quanto tempo tem o suposto vídeo que teria como prova contra Neymar.

As conversas por WhatsApp mostram que a modelo enviou o número do quarto para o jogador às 17h18 (horário local). Cinquenta e oito minutos depois, o atacante enviou para Najila: "Independentemente do que você fez comigo, eu te perdoo. Fica bem aí".

A mensagem foi enviada depois que os dois brigaram dentro do quarto. O vídeo de um minuto divulgado mostra a cama do quarto e o momento que Najila começou a bater em Neymar. "Mas eu vou te bater. Sabe por quê? Porque você me agrediu ontem", dizia ela enquanto desferia tapas no atacante.

Essa foi a última vez que os dois se viram. Najila voltou ao Brasil no dia seguinte e afirmou que procurou seu primeiro representante, José Edgard Bueno, assim que chegou ao país para pedir indicação de advogado. A expectativa de mais de dois meses de conversa e 45 minutos de relação deu início a um caso que virou destaque policial há uma semana e assunto favorito nas rodas de conversa.

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