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"A polícia está comprada, não é? Estou louca?", questiona Najila Trindade

Najila Trindade afirma que seu apartamento foi arrombado e um tablet teria sumido - Reprodução/TV Record
Najila Trindade afirma que seu apartamento foi arrombado e um tablet teria sumido Imagem: Reprodução/TV Record

Do UOL, em São Paulo

11/06/2019 08h45

Em entrevista ao SBT na noite de ontem, Najila Trindade - que acusa Neymar de estupro - questionou a conduta das autoridades em relação ao suposto arrombamento de seu apartamento localizado na zona sul de São Paulo. A modelo falou que a "polícia está comprada".

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo e o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo publicou uma nota repudiando a acusação de Najila (íntegra no final). A entidade informa que se solidariza com vítimas de crimes de gênero, mas acrescenta que não tolera acusações sem fundamento.

O advogado Danilo Garcia de Andrade, que estava representando Najila Trindade, decidiu deixar o caso após a modelo não entregar a íntegra de um suposto vídeo, citado como peça importante contra Neymar. A acusadora afirma que a gravação está em um tablet rosa que teria sumido de seu apartamento. Até o momento, foram exibidos 66 segundos de um vídeo que teria sete minutos.

"Eu queria muito saber", falou Najila ao SBT quando questionada sobre a localização do tablet. "Invadiram meu apartamento assim quando as coisas deram confusão", acrescentou a modelo.

A polícia foi ao apartamento para colher digitais e fazer uma perícia para investigar o arrombamento. Apesar disso, só foram encontradas as marcas de Najila e de uma funcionária que trabalha na residência.

"A polícia está comprada, não é, ou não? Estou louca?", falou Najila quando o jornalista Roberto Cabrini falou sobre a investigação da polícia.

A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) vem a público repudiar veementemente a afirmação feita pela Srta. Najila Trindade de que a polícia estaria "comprada". Antes de mais nada, reafirmamos nossa solidariedade a toda e qualquer vítima de violência de gênero e o compromisso da Polícia Civil do Estado de SP em combater com rigor este tipo de crime.

Todavia, não podemos tolerar que afirmações sem qualquer fundamento venham a macular a honra de policiais e a imagem de toda uma instituição. Com mais de 100 anos de história, a Polícia Civil de São Paulo é uma instituição respeitada e que possui em seu quadro servidores competentes que desenvolvem seu trabalho com seriedade, comprometimento e respeito máximo às normas legais vigentes.

Toda investigação realizada pela Polícia Civil é inequivocamente regida pelos princípios da isenção e imparcialidade, e seu único compromisso é com a busca pela verdade. A polícia judiciária se mantém firme em seu caráter investigativo, que exige independência absoluta em sua atuação. Reafirmamos, assim, nossa estrita confiança no trabalho da delegada de polícia que preside a investigação, na equipe do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) - referência nacional em identificação digital -, bem como nos demais policiais civis que nela labutam, com a certeza de que a polícia civil bandeirante seguirá prestando um serviço responsável, ético e de qualidade à sociedade.

Assinam:
Raquel Kobashi Gallinati, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo
Gustavo Mesquita Galvão Bueno, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo

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