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Série B - 2019


Polêmica com 'fair play' gera gol anulado e confusão em Guarani x Coritiba

Reprodução/Premiere
Jogadores do Guarani pedem anulação de gol do Coritiba Imagem: Reprodução/Premiere

Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

2019-06-12T11:10:27

12/06/2019 11h10

A vitória por 1 a 0 do Coritiba sobre o Guarani, na noite de ontem, no Brinco de Ouro da Princesa, pela oitava rodada da Série B do Brasileiro, teve uma paralisação de cerca de oito minutos, ainda no primeiro tempo, por conta de um gol anulado marcado por Rodrigão depois de uma bola ao chão do árbitro.

A polêmica começou aos 22min de jogo, quando Wilson ficou caído no gramado e precisou ser atendido. Ao reiniciar a partida, o juiz Leo Simão Holanda (CE) deu bola ao chão para o Coritiba, mesmo sendo o Guarani quem estava com a posse de bola quando o atendimento foi solicitado.

Na bola ao chão, Sávio, do campo do Coritiba, deu um chutão e encontrou Rodrigão, que invadiu a área e finalizou para as redes, provocando a revolta dos jogadores do Guarani. O atacante foi prontamente retirado do 'bolo' pelos companheiros e a confusão durou cerca de oito minutos antes de o árbitro voltar atrás e anular o gol.

Divulgação/Coritiba
Imagem: Divulgação/Coritiba

Na nova regra, o árbitro deve colocar a 'bola ao chão' para o último jogador que tocou na bola antes da paralisação. Sendo assim, Leo Simão Holanda (CE) errou ao dar a posse para o Coritiba, uma vez que era o Guarani quem estava com a bola antes do atendimento do goleiro Wilson.

Na súmula do jogo, o árbitro não dá muitos detalhes do lance e apenas esclarece que o gol foi anulado depois de uma 'decisão da equipe de arbitragem: "Paralisação ocorrida após um gol da equipe do Coritiba Football Club que, após decisão da equipe de arbitragem foi anulado".

No intervalo e depois do fim do jogo, alguns jogadores de Coritiba e Guarani comentaram sobre o lance. O próprio Rodrigão, principal alvo da polêmica, foi um deles: "Sobre o gol, eu vou jogar a responsabilidade para o árbitro. Ele deu a bola para o meu time, eu fui lá e fiz o gol".

O lateral Sávio, que deu o chutão que iniciou o lance polêmico, disse só ter seguido as ordens dadas por Leo Simão de Holanda (CE). "O árbitro pediu para eu devolver, eu devolvi. Eu fiz o que ele pediu. Eu devolvi a bola, estou sendo sincero", afirmou em entrevista ao canal Premiere.

Divulgação/Coritiba
Imagem: Divulgação/Coritiba
Do lado do Guarani, Ricardinho classificou como correta a atitude da arbitragem de anular o tento do Coritiba. "Eu disse que a regra mudou. Quando para o jogo, não tem mais disputa. Foi por isso que ele voltou. No final das contas, tomou a atitude correta", afirmou o volante bugrino.

O único gol da partida foi marcado pelo goleiro Wilson, de pênalti, já aos 46 minutos do segundo tempo.

Vice-lanterna da Série B com apenas cinco pontos em oito jogos, o Guarani acumulou a sua quarta derrota consecutiva na competição. Já o Coritiba, com a vitória, chegou aos 12 pontos e subiu para a nona colocação da tabela.

Comissão de Arbitragem da CBF reconhece erro

Em contato com o UOL Esporte, Leonardo Gaciba, presidente da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), explicou que o lance já foi analisado e que houve, realmente, um erro por parte do árbitro do confronto. Em contrapartida, ele fez um elogio ao quarto árbitro, Daniel Bernardes Serrano, responsável por ajudar na anulação do gol.

"Nós já analisamos a jogada. Houve um erro inicial do árbitro por ter invertido a bola ao chão, a posse de bola da equipe. E a mudança na regra foi feita exatamente para não acontecer esse tipo de problema. Dentro da lei do jogo ele está correto porque não tinha ainda reiniciado o jogo e pôde voltar atrás para dar a bola ao chão para a equipe de forma correta. Ele teve um grande auxílio do quarto árbitro que acabou salvando a arbitragem dele", disse.

Questionado se o árbitro poderia receber algum tipo de punição por conta do erro cometido na partida, Gaciba afirmou que isso será analisado internamente: "Quando eu entrei aqui, eu fiz uma promessa. Não puno meus árbitros publicamente. Isso é assunto interno".