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Como a seleção treina para acabar com jejum que tira até Galvão do sério

O volante Casemiro está entre os batedores de falta da seleção brasileira  - Lucas Figueiredo/CBF
O volante Casemiro está entre os batedores de falta da seleção brasileira Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Bruno Grossi, Danilo Lavieri, Marcel Rizzo e Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

13/06/2019 12h00

Amanhã, quando enfrentar a Bolívia na abertura da Copa América, a seleção brasileira vai completar quatro anos, nove meses e oito dias desde seu último gol de falta. Um jejum de 60 partidas que faz os atletas treinarem cada vez mais e que tira do sério o icônico narrador Galvão Bueno, do Grupo Globo.

A cada jogo que transmite do Brasil, Galvão faz questão de lembrar e mostrar indignação com o longo intervalo sem gols de falta. O narrador já tem na ponta da língua que o último tento dessa forma saiu dos pés de Neymar em 5 de setembro de 2014, no primeiro amistoso depois da fatídica Copa do Mundo de 2014, quando a seleção venceu a Colômbia por 1 a 0.

O assunto é tão incômodo para Galvão que foi lembrado até mesmo na estreia da seleção feminina na Copa do Mundo deste ano, que está sendo disputada na França. Cristiane, que fez todos os gols da vitória por 3 a 0 sobre a Jamaica, cobrou falta no ângulo e deixou o narrador empolgado: "Faça a festa que é seu!".

Dentro do elenco da seleção masculina, o tabu também gera desconforto. Tanto é que os jogadores têm treinado faltas com frequência e afinco na preparação para a Copa América. Alguns chegam a ficar mais tempo em campo para aprimorar o fundamento. Casemiro, Daniel Alves, Philippe Coutinho, Filipe Luís e, eventualmente, Richarlison são os que mais praticam.

Antes de ser cortado por lesão no tornozelo direito, Neymar estava junto desse grupo e tinha um dos melhores desempenhos nos treinamentos. O protagonismo desde então tem ficado com Casemiro, que teve cobranças registradas pelas redes sociais da CBF no início dos trabalhos na Granja Comary.

Nos amistosos contra Qatar e Honduras, nenhuma falta em boas condições para chutes diretos foi marcada para o Brasil. A última chance clara aconteceu contra o Panamá, em março, quando a seleção apenas empatou por 1 a 1. Coutinho foi para a cobrança dentro da meia-lua da área e bateu por cima.

Galvão Bueno foi à loucura e chamou o jejum nas faltas de "maldição pesada!". O comentarista Walter Casagrande Júnior endossou a preocupação: "Eles estão sentindo isso, sabem que a gente fala toda hora".

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