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Seleção Brasileira feminina


Seleção tem de se reinventar com dependência de Marta, Cristiane e Formiga

Ana Carolina Silva

Do UOL, em Montpellier (França)

14/06/2019 04h00

O confronto contra a Itália no dia 18 de junho será decisivo para o time feminino do Brasil: até hoje (14), brasileiras, italianas e australianas venceram um jogo cada. Mas a seleção terá de se reinventar até lá para sair com a classificação, pois a equipe se mostra dependente de Marta, Cristiane e Formiga - e a terceira não jogará por suspensão.

O primeiro tempo contra a Austrália terminou com vitória parcial brasileira ontem. Porém, Marta, que acaba de voltar de lesão, e Formiga, que torceu o tornozelo esquerdo, deixaram o jogo ainda no intervalo para a entrada das jovens Ludmila e Luana. É impossível não relacionar o "apagão" citado por Cristiane ao fato de que a equipe perdeu muita experiência com a saída das duas.

A atacante saiu posteriormente, aos 30 do segundo tempo, quando o Brasil já perdia por 3 a 2; deste ponto em diante, o time sofreu para criar jogadas ofensivas, e, para ela, esta dependência não pode existir. "Se sai a Formiga ou eu, todo mundo tem de entender o que deve fazer. É um erro coletivo, jamais vou colocar a culpa em quem entrou ou saiu. Simplesmente apagamos", lamentou.

Anteontem (12), em entrevista coletiva focada na partida contra a Austrália, Vadão já havia mostrado preocupação sobre o que fazer com Marta. Naquele momento, o técnico estava dividido entre escalá-la como titular e tirá-la no intervalo, correndo o risco de encarar um segundo tempo intenso sem ela, ou colocá-la durante o jogo, mas ter menos força ofensiva nos primeiros 45 minutos.

Ele escolheu o primeiro cenário e viu sua equipe abrir dois gols de vantagem com Marta, e em seguida desmoronar sem ela. Até agora, todos os cinco gols do Brasil no Mundial foram feitos pela camisa 10 e por Cristiane.

Enquanto isso, Formiga está suspensa por acúmulo de cartões e não vai para o próximo jogo. A duração de sua sétima Copa do Mundo pode depender de uma vitória sobre a Itália. As principais opções que surgem para seu lugar são Andressinha, que se destaca pela qualidade nas cobranças de falta, a própria Luana, que já substituiu a veterana no segundo tempo contra a Austrália, pareceu sentir a pressão do jogo e recebeu cartão amarelo.

Além delas, Vadão já escalou Andressa Alves como volante na fase de preparação para a Copa e recebeu críticas pelo que ele e a CBF chamam de "teste". A jogadora não é conhecida por atributos de marcação e, no Barcelona, é camisa 10 e atua apenas como meia-atacante.

Thaisa não é vista como opção por motivos óbvios: a atleta do Milan já é titular. Mesmo assim, pode se tornar um trunfo da seleção para o duelo de 18 de junho, já que ela defende o mesmo clube de seis italianas que disputam o Mundial neste ano. Ao UOL Esporte, ela disse que é preciso ter cuidado com as colegas Manuela Giugliano, que descreve como "muito inteligente", e a veloz Valencina Gianciti.

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