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Seleção estreia para encontrar quem vai ocupar a lacuna deixada por Neymar

Lucas Figueiredo/CBF
Tite conversa com David Neres durante treino da seleção brasileira Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Bruno Grossi, Danilo Lavieri, Marcel Rizzo e Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

2019-06-14T04:00:00

14/06/2019 04h00

Ao subir para o gramado do Morumbi nesta sexta-feira (14) para estrear na Copa América, contra a Bolívia, às 21h30 (horário de Brasília), a seleção brasileira estará órfã do jogador que prenderia a atenção dos torcedores e que poderia gerar apoio natural ao time de Tite, pelo menos no início da competição. Neymar, machucado, foi cortado.

A pergunta que fica é: quem pode brilhar sem o camisa 10 e se tornar o queridinho dos torcedores? Há candidatos, de todos os perfis.

"Não gostaria nunca de não ter Neymar, é top 3 do mundo. Agora, também sei o quanto é importante as oportunidades surgirem, e temos que estar preparados. Vou dar um exemplo, quando o Grêmio queria o Falcão, ele não quis sair da emissora, indicaram lá o [Carlos] Bianchi. E o colono [Tite] foi lá assumir, trabalhar com Ronaldinho. Estar preparado para a oportunidade", disse Tite.

O ataque da seleção brasileira é sempre observado com expectativa em qualquer competição que disputa e a versão 2019 sem Neymar traz juventude e carisma: na direita Richarlison e na esquerda David Neres, ambos com 22 anos. Para a garotada que hoje se inicia no futebol pela TV viciada na Liga dos Campeões ou na Premier League, os dois garotos podem se tornar referência. Richarlion tem uma comemoração de gol peculiar, imitando um pombo, e não é raro ver em redes sociais crianças ou adolescentes imitando o jogador do Everton (ING).

Neres, ao menos na estreia, tem um trunfo para ser escolhido o preferido: vai estar em sua ex-casa. O São Paulo, dono do Morumbi, foi o clube pelo qual se profissionalizou. Ele foi vendido ao Ajax, em 2017, com pouquíssimos jogos na equipe principal (oito apenas), mas haverá uma identificação da torcida paulista com o atacante, e Tite sabe disso.

"Substituir o Neymar é difícil, claro. Mas vou gostar de estar no lugar onde comecei, minha casa, uma motivação a mais para a partida", disse Neres.

Recuando um pouco no esquema tático do treinador brasileiro há Philippe Coutinho. Atuar no poderoso Barcelona ajuda qualquer jogador a ser reconhecido no país, mas a fase do meia não anda boa. Por isso, talvez, Tite deu a ele responsabilidades sem Neymar: será o cobrador de pênaltis.

"Eu tenho 26 para 27 anos, mas sempre a mesma vontade de ajudar os mais novos e me sinto um pouco mais experiente. O Ney faz falta para nossa seleção, faria falta em qualquer seleção do mundo, mas infelizmente não vamos poder contar com ele e a responsabilidade é de todos", disse Coutinho.

Lá atrás há dois candidatos se não a queridinhos a pelo menos suprirem a ausência de Neymar na confiança do público. Dani Alves, 36, e Thiago Silva, 34, não são os responsáveis por marcar gols, mas serão os líderes do time em campo. E isso, normalmente, gera empatia no público.

" O mais legal é que todos os meninos chegam com grande ambição e grande responsabilidade, todos têm condições de jogar e os mais velhos a ajudar com a maturidade", disse Thiago Silva.

A resposta sobre se alguém vai conseguir brilhar no lugar de Neymar começa a ser respondida nesta sexta.

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