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Fernandinho encara indiferença em nova chance com Tite na seleção

Bruno Grossi, Danilo Lavieri, Marcel Rizzo e Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

2019-06-15T12:00:00

15/06/2019 12h00

Um dos jogadores mais marcados pelo torcedor pelas eliminações diante da Alemanha e Bélgica nas últimas Copas, Fernandinho continua em alta com Tite. Eleito para substituir Arthur na estreia da Copa América, o meio-campista estava no centro das atenções de boa parte da torcida.

Logo ao ter o nome anunciado pelo placar, o atleta do Manchester City passou batido. Não houve vaias e nem aplausos. Em campo no primeiro tempo, ele foi discreto, como toda a equipe brasileira. Essa foi a sua reestreia após uma pausa pedida por ele mesmo por conta de problemas de racismo após o Mundial.

Com passes de lado, ele ouviu princípios de vaias nos primeiros 45 minutos, mas ficou bem longe de comprometer. Até porque a Bolívia praticamente só se preocupava em defender.

No segundo tempo, Tite pediu um pouco mais de entrada de área para Fernandinho. Na visão do treinador, um homem de meio-campo estava sem muita função por conta da proposta boliviana. Além disso, a ordem foi para que Roberto Firmino ficasse mais fixo dentro da área.

Deu certo. O time não só fez os dois gols no início do segundo tempo, como controlou o restante da partida, mas sem empolgar. Fernandinho conseguia entrar na área e quase deu uma assistência de cabeça.

Na zona mista, o meio-campista não quis falar com ninguém e deixou o Morumbi sem dar entrevistas. Na preparação para a competição, em Teresópolis, ele participou de uma conversa com os jornalistas e foi questionado sobre o que foi classificado como perseguição. A resposta foi direta: "no Brasil, muita gente entende de futebol. Temos que respeitar".

Tite explica por que Fernandinho ganhou briga com Allan

Com ausência de Arthur, a principal discussão na seleção brasileira para a estreia de ontem foi quem ficaria no meio-campo ao lado de Casemiro e Philippe Coutinho. Tite explicou que Fernandinho venceu a disputa com Allan por conta da liberdade que dá aos laterais, especialmente Daniel Alves.

"O Allan vai fazer o área a área e faz o Daniel Alves vir para trás. E aí eu teria que escolher uma ou outra. Com o Fernando, eu tenho dois jogadores ali que ganham liberdade. É importante ter combinações importantes para o jogo. O preponderante foi mesmo o Fernando dar a liberdade para o Dani", analisou.

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