Topo

Copa América e projetos pessoais fizeram Borja se negar a sair do Palmeiras

Borja já recusou quatro propostas para deixar o Palmeiras em 2019 - Thiago Calil/AGIF
Borja já recusou quatro propostas para deixar o Palmeiras em 2019 Imagem: Thiago Calil/AGIF

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

11/07/2019 04h00

O sonho de disputar a Copa América pela Colômbia e algumas questões de âmbito pessoal foram os principais motivos para o atacante Miguel Borja ter recusado quatro propostas que foram aceitas pelo Palmeiras para que ele deixasse o clube neste ano. Sem espaço com Luiz Felipe Scolari, o centroavante pode enfim acertar sua saída nesta janela de meio de temporada.

Segundo pessoas próximas, o colombiano considerou que trocar de time no primeiro semestre diminuiria suas chances de disputar a competição continental, o que acabou não acontecendo mesmo assim. Além disso, ele não gostou dos projetos feitos pelos clubes, envolvendo desde condições de vida nas cidades até salários de algumas das propostas. Até aqui, Borja rejeitou duas ofertas da China, uma do México e uma dos Estados Unidos.

Se o Palmeiras não vendê-lo até 17 de agosto, terá que pagar US$ 3 milhões (cerca de R$ 11,3 milhões) ao Atlético Nacional para comprar os 30% dos direitos econômicos do centroavante que ainda pertencem ao time colombiano.

Esse acordo foi feito na época da compra do jogador em janeiro de 2017: para convencer o Nacional a reduzir a pedida por Borja, que havia acabado de se destacar na conquista da Libertadores, o Verdão se comprometeu a comprar 70% dos direitos por US$ 10 milhões (cerca de R$ 33 milhões à época) e adquirir o resto em dois anos e meio caso ele não fosse vendido até lá.

Tanto na diretoria quanto na comissão técnica alviverdes, a insatisfação com o desempenho de Borja já vem de alguns meses. Depois de ser o artilheiro da equipe na temporada passada, com 20 gols, ele perdeu de vez a posição para Deyverson, considerado por Felipão um centroavante mais capaz de contribuir com o time segurando a bola e ajudando na marcação. Hoje, não é nem o reserva imediato, condição que já começa a ser de Arthur Cabral, que foi o escolhido para ficar no banco na vitória de ontem sobre o Internacional.

Como Borja foi contratado com aporte financeiro da Crefisa, o Palmeiras terá que devolver à patrocinadora o valor que foi investido por ele quando o atleta deixar o clube - seja por venda, seja por fim de contrato. Na atual temporada, o camisa 9 soma apenas três gols, todos pelo Campeonato Paulista.