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Santos marca no final e diminui a diferença para o líder Palmeiras

Do UOL, em São Paulo

13/07/2019 20h57

Neste sábado (13), Santos e Bahia tiveram o primeiro jogo oficial após a pausa para a Copa América. O jogo, válido pela 10° rodada do Campeonato Brasileiro, foi marcado por bastante equilíbrio e poucas chances de gol, de ambas as partes, o suficiente para deixar o placar zerado durante boa parte da partida. Porém no final do confronto, o uruguaio Carlos Sánchez fez o único gol da partida, de pênalti, e garantiu os três pontos para o peixe.

Com a vitória por 1 a 0, o Santos se mantém na segunda colocação e conseguiu diminuiu a diferença para o líder Palmeiras, que empatou com o São Paulo por 1 a 1, no Morumbi. Já o Bahia se mantém no meio da tabela e deve ficar entre os dez melhores, já que Grêmio e Fortaleza (nono e décimo primeiro colocado) também atuaram neste sábado.

Agora os dois times voltam suas atenções para situações diferentes: enquanto o peixe terá uma semana livre e já pensa no duelo diante do Botafogo, válido pelo Campeonato Brasileiro, o time baiano deixa de lado, pelo menos momentaneamente, o principal torneio nacional para tentar fazer história e garantir classificação diante do Grêmio, jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil.

Quem foi bem : Soteldo

Um dos melhores jogadores do peixe nesta temporada, Soteldo fez mais uma grande partida com a camisa santista. Com boa capacidade de improvisar quando tem a bola no pé e muita mobilidade para tentar quebrar as linhas adversárias, o atacante venezuelano era a principal peça de escape do time para abrir espaço e buscar o gol. Mesmo sem ter batido o pênalti, o "baixinho" foi o destaque dos visitantes em campo.

Quem foi mal: Uribe

O centroavante era uma das possibilidade de dificultar a defesa do Bahia, já que o time santista utilizaria bastante as laterais e poderia abrir espaço pelo meio para Uribe e Sasha. No entanto, o atacante colombiano não conseguiu se desvenciliar do sistema defensivo baiano e errou nas poucas chances que teve de colocar a bola no fundo das redes do goleiro Douglas.

A atuação do atacante santista foi tão abaixo do esperado que Sampaoli não esperou muito para tirar Uribe e colocar Marinho, aos 15 minutos do segundo tempo, mudando o sistema ofensivo dos visitantes.

Atuação do Santos

Mesmo jogando fora de casa, o Santos foi quem ditou o ritmo do confronto e quem conseguia criar mais jogadas no setor ofensivo. Com a alta posse de bola e a chegada de jogadores da defesa para ajudar o ataque, o peixe acelerava quando conseguia espaço e "esfriava" o jogo quando o Bahia conseguia montar as duas linhas de quatro jogadores bem sólida.

Mesmo pressionado no segundo tempo, a equipe não mudou a postura e a ideia de jogar com a bola no pé. Com isso, conseguiu se manter no ataque e marcar, nos minutos finais, em pênalti cobrado por Carlos Sánchez.

Atuação do Bahia

A equipe comandada por Roger Machado foi bastante cautelosa e preferiu se postar defensivamente ao invés de ir para o ataque e mostrar seu bom repertório na linha de frente, com Artur e Arthur Caíke. Com isso, o meio campo era um setor fundamental para que a estratégia dos donos da casa desse certo, pois os raros erros do Santos poderiam se tornar contra-ataques fatais caso Ramires e Shaylon conseguissem achar brechas na marcação dos três zagueiros adversários. Porém, faltou mais ousadia no ataque e o time pecou nas raras chances que teve de marcar.

História do Jogo

O jogo começou bastante equilibrado, com as duas equipes tentando propor o jogo mas pecando na hora que chegavam perto do gol adversário. Com um pouco mais de criatividade, o Santos conseguiu criar algumas situações ofensivas e ditava o ritmo da partida explorando a velocidade de Soteldo e dos alas Jorge e Victor Ferraz. Os erros de passes constantes não permitiam uma melhor do Bahia, que pouco tinha a bola e esperava um erro dos visitantes.

Porém, mesmo com o maior volume de jogo, o time comandado por Sampaoli não conseguia incomodar o goleiro Douglas e foi o Bahia que teve duas boas oportunidades de marcar, primeiro com Arthur Caíke e depois com Ramires, ambos tendo seus chutes bloqueados pela defesa. Na sequência, o ala Victor Ferraz apareceu bem no lado direito do ataque e chutou cruzado, para grande defesa do arqueiro baiano.

Já no segundo tempo, o ritmo se manteve igual, porém com o Bahia usando mais intensidade nas jogadas de contra-ataque e explorando mais os espaços que o sistema defensivo da equipe visitante. Mesmo assim, as chances de gol continuavam escassas e tanto Éverson como Douglas eram poucos exigidos. A sutuação mudou a partir dos 20 minutos, quando o arqueiro bainao fez uma defesa espetacular para evitar o gol santista e torceu, minutos depois, ao ver a cabeçada de Lucas Veríssimo bater no travessão e passar muito perto da meta defendida pelo goleiro.

Na reta final, o árbitro marcou pênalti para o Santos, após confusão dentro da área e fez com que Sánchez tivesse a chance de garantir a vitória. O uruguaio não bateu bem, Douglas defendeu o pênalti, mas o meia teve a chance de se redimir e garantir o importante triunfo fora de casa.

Arbitragem criticada

Mesmo sem comprometer em lances determinantes para a definição do resultado final, a arbitragem de Jean Pierre Gonçalves Lima foi bastante criticada pelo time do Santos. No primeiro tempo, o gaúcho marcou toque de mão de Lucas Veríssimo quando o defensor tinha escorado a bola com o corpo, enquanto na segunda etapa, o árbitro viu novamente mão em um lance absolutamente normal, quando Jorge dominou com o peito e partiu para o ataque.

Torcida

A torcida baiana não decepcionou e veio em massa para acompanhar o primeiro jogo do Bahia após a pausa para a Copa América. Além disso, incentivaram e apoiaram a equipe mesmo com um primeiro tempo muito morno e com poucos momentos empolgantes para o torcedor.

FICHA TÉCNICA
BAHIA 0 x 1 SANTOS

Campeonato Brasileiro - 10ª rodada
Local:
Estádio Pituaçu, em Salvador (BA)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Auxiliares: Jose Eduardo Calza (RS) e Michael Stanislau (RS)
VAR: Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG), com os assistentes Vinicius Gomes do Amaral (RS) e Lucio Beiersdorf Flor (RS)
Cartões amarelos: Elton (Bahia); Aguilar, Soteldo e Pituca (Santos)

Renda e público: 18.853 torcedores e R$ 258.374,00
Gols: Carlos Sánchez, aos 42 minutos do segundo tempo

Bahia: Douglas Friedrich; Ezequiel, Lucas Fonseca, Juninho e Moisés; Elton, Shaylon (Guerra) e Ramires; Artur, Arthur Caíke (Élber) e Fernandão (Gilberto). Técnico: Roger Carvalho

Santos: Éverson; Lucas Veríssimo, Aguilar e Gustavo Henrique (Luiz Felipe); Victor Ferraz (Jean Mota), Diego Pituca, Carlos Sánchez e Jorge; Eduardo Sasha, Uribe (Marinho) e Soteldo; Técnico: Jorge Sampaoli

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