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Santos diz que estudou Diego e comemora decisão de ficar parado no pênalti

Do UOL, em Santos (SP)

18/07/2019 16h34

Herói da classificação contra o Flamengo na noite de ontem, no Maracanã, Santos brilhou no tempo normal e voltou a ser decisivo na decisão por pênaltis, pegando as cobranças de Diego e Everton Ribeiro e ainda vendo Vitinho chutar a bola por cima do gol. O bom desempenho nas penalidades não foi por acaso: o goleiro do Athletico Paranaense disse ter estudado os principais batedores do time carioca, entre eles Diego, que abriu a série chutando no meio, em suas mãos.

"A gente procura estudar os batedores, assim como eles estudam a gente. O próprio Diego falou que via a movimentação do goleiro. Tem um momento da decisão ali que acredito que o jogo mental é o que prevalece. Eu fui feliz na decisão de ficar parado e pude ajudar minha equipe. Decisão difícil que não se vê por aí, mas graças a Deus eu decidi fazer e deu tudo certo", disse o goleiro em entrevista ao canal Sportv, na tarde de hoje.

A vitória sobre o Flamengo (3 a 1 nos pênaltis após 1 a 1 no tempo normal) colocou o Athletico nas semifinais da Copa do Brasil e aumentou ainda mais o leque de jogos importantes disputados pela equipe paranaense nesta temporada, como os contra o Boca Juniors, pela Libertadores, e contra o River Plate, pela Recopa Sul-Americana.

"São jogos muito importantes. Tivemos jogos muito difíceis, contra Boca e River e fora de casa também. A gente sente a pressão da torcida, mas são jogos que fazem o atleta crescer. Te coloca em um patamar acima, só assim para ganhar experiência e cancha que o jogador precisa. Nosso time tem crescido nesses momentos e melhorado bastante. Os jogos grandes têm nos favorecido, estamos encarando de igual para igual e vamos ver o que vem pela frente", disse.

Santos comentou ainda sobre a preocupação que teve com a irmã, que compareceu ao Maracanã e assistiu à partida com amigos flamenguistas. Curiosamente, ela ficou localizada bem atrás do gol em que Santos brilhou na decisão por pênaltis.

Eu realmente estava preocupado com a situação. É difícil se concentrar totalmente no momento decisivo, e vendo que ela estava lá sofrendo bastante. Ela estava na dúvida antes do jogo, a minha preocupação maior é o pós-jogo, por causa dos arredores depois da partida. Mas foi tranquilo, pude conversar com ela rapidamente e depois que cheguei ao hotel troquei mensagens e ela me disse que estava tudo bem. Eu sabia que ela estava atrás daquele gol dos pênaltis", acrescentou o goleiro.