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Após atrito com Messi e AFA, Conmebol retira argentino de diretoria

Claudio Tapia, presidente da AFA, ao lado de Messi durante a Copa do Mundo 2018, na Rússia - Alejandro Pagni/AFP
Claudio Tapia, presidente da AFA, ao lado de Messi durante a Copa do Mundo 2018, na Rússia Imagem: Alejandro Pagni/AFP

Rodrigo Mattos

Do UOL, no Rio de Janeiro

23/07/2019 16h01

A Argentina ainda sofre as consequências do atrito com a Conmebol ocorrido durante a Copa América. A entidade máxima do futebol sul-americano anunciou hoje o afastamento de Claudio Tapia, presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), da diretoria.

Depois da eliminação da Argentina contra o Brasil na semifinal da competição, a AFA enviou uma carta para a Conmebol com severas críticas à entidade. Apontou erros de arbitragem de Rody Zambrano, reclamou da organização do campeonato, da presença do presidente brasileiro Jair Bolsonaro em campo e até insinuou favorecimento a clubes brasileiros na Libertadores.

O documento deixou a cúpula da Conmebol bastante irritada, mas esta decidiu não reagir durante competição. Nesta terça-feira, houve uma reunião do Conselho para tratar das acusações de Tapia. O conselho reúne os presidentes de federações nacionais dos dez países da América do Sul.

Durante o encontro, Tapia pediu desculpas pela carta da AFA ter vazado publicamente. Mas não se retratou de nenhuma das acusações feitas durante a Copa América.

Assim, membros do Conselho da Conmebol apontaram que ele estava sendo contraditório. Afinal, tinha elogiado o VAR e o chefe de arbitragem da confederação. Wilson Seneme, antes da Copa América. Dessa forma, a cúpula da confederação entendeu que não havia mais confiança em Tapia para seguir na Fifa.

Como decisão da reunião, o Conselho retirou Tapia da função interina de ser um dos representantes da Conmebol na cúpula da Fifa. Será feita uma eleição para o ocupar o cargo. Ainda será aberto um processo no comitê de ética para apurar as acusações feitas por Tapia, no qual ele terá de mostrar provas das acusações de favorecimento que fez.

As críticas dos argentinos em relação à arbitragem ganharam força após a disputa do terceiro lugar, contra o Chile. Messi, expulso de campo ainda no primeiro tempo, disparou contra a Conmebol e chegou até a boicotar a premiação - a entidade respondeu publicamente e pediu para o camisa 10 aceitar o resultado.

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