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Borja diz que precisa de mais confiança: "ninguém esquece o que sabe"

Miguel Borja comemora seu gol pelo Palmeiras contra o Godoy Cruz pela Libertadores - Andres Larrovere / AFP
Miguel Borja comemora seu gol pelo Palmeiras contra o Godoy Cruz pela Libertadores Imagem: Andres Larrovere / AFP

Do UOL, em São Paulo

23/07/2019 23h37

Miguel Borja mostrou confiança que ainda pode honrar a expectativa que o palmeirense tem pelo seu futebol. Contratado por quase R$ 35 milhões, ele foi decisivo no empate em 2 a 2 hoje à noite contra o Godoy Cruz, nas oitavas de final da Libertadores.

Na entrevista logo após o empate na Argentina, o atleta não quis comentar sobre as especulações de sua saída. O Besiktas, da Turquia, é um dos times interessados.

"Eu sigo trabalhando e vou fazer o que sei fazer. Ninguém esquece o que sabe. Eu preciso de um pouquinho mais de confiança. Tem gente que sempre nos ajuda e eu vou seguir trabalhando", afirmou o colombiano em entrevista reproduzida pela Fox Sports. "A gente sabia que jogar aqui não ia ser fácil, mas a gente trabalhou e mereceu o empate", completou.

Borja não tinha uma chance no Palmeiras desde o dia 30 de maio, na Copa do Brasil, com Deyverson sendo o mais escolhido por Felipão. Seu último gol tinha sido marcado em fevereiro, no jogo do Paulistão, contra o Ituano.

Felipão também explicou o motivo de apostar em Borja depois de tanto tempo com ele encostado. "Coloquei o Borja porque entendo que ele é um jogador também de Libertadores, talhado para esses jogos. Como o Deyverson não vinha dando aquilo que eu desejava, achei melhor colocar o Borja, que é um jogador já vivido na Libertadores", afirmou.

Felipe Melo, autor do outro gol do empate, também elogiou a vontade da equipe e admitiu que o Alviverde sentiu o baque de ter sido derrotado duas vezes seguidas. Primeiro, contra o Internacional, na Copa do Brasil, e, depois, contra o Ceará, no Brasileirão.

"Um time que não sabe o que é perder e sofre um baque muito grande com duas derrotas. Futebol é assim, ser humano é assim, somos passíveis de erro. O futebol não é fácil, não é a camisa que ganha jogo. Hoje demonstramos que somos capazes. Na Libertadores, nas oitavas, você começa perdendo de 2 a 0 e aí faz o empate. É muito importante. A gente vai sair dessa, são duas derrotas que machucam, mas que vão nos dar muita força", completou.