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Enderson diz que Ceará merecia empate e detona VAR: "Mesmos erros"

Do UOL, em Porto Alegre

27/07/2019 21h44

Enderson Moreira saiu insatisfeito do jogo com o Internacional, mas não pelo placar. O treinador do Ceará chegou a dizer que o segundo tempo fez o time cearense merecer resultado melhor que a derrota por 1 a 0, mas a bronca maior foi pela decisão da arbitragem de Marcelo Lima Henrique. Moreira detonou a atuação do VAR e do árbitro em lance na defesa do Inter.

A jogada citada por Enderson Moreira foi no segundo tempo e envolveu Martín Sarrafiore.

"O segundo tempo foi totalmente nosso. Merecíamos resultado diferente, o Inter se fechou para segurar o resultado", disse o treinador do Ceará.

Na sequência, Enderson Moreira deu uma longa resposta sobre o árbitro de vídeo e não poupou críticas. Para o treinador, o VAR repete erros de antes do advento do recurso.

"Quero saber se foi pênalti ou não foi. O VAR está aí para quem? Preciso saber se o VAR serve para todo mundo só para uma equipe. Isso deixa a gente chateado. O mínimo é observar, verificar. Os caras estão ali para isso. Não é interpretação. Bateu na mão, tem que parar e ver", disse o técnico.

A bola, de fato, toca na mão de Sarrafiore. Apesar do desvio, o jogo prosseguiu normalmente.

"Gente, não estou falando de um suposto pênalti. Pelo o que vi, foi pênalti. O cara não pode falar que estava próximo. O braço estava aberto. Eu acho pênalti. A gente continua com os mesmos erros. Não é o VAR. A gente não é isento de camisa, de clube. Todo mundo faz pressão. Se esse lance fosse contra outra equipe, todo mundo ia divulgar. Ia botar como manchete, rodar 200 vezes. Agora, é o Ceará… Faz de conta que não foi, então. Fizemos um gol legítimo contra o Fluminense e foi anulado. As coisas parecem funcionar para alguns. Tem que falar claramente 'o VAR funciona para alguns, não para todos'. O lance do gol deles foi normal, a meu ver. Foi normal. Mas o lance do pênalti foi claro. Claro. Agora acabou, o Inter fica com os pontos. Ficar lamentando não vai dar em nada. A gente quer isenção. São sete, oito pessoas, quero que eles sejam isentos. Que cheguem, não olhem camisa e apitem o que for. E ponto. Dar acréscimo que precisa ser dado. Contra o Fluminense sofremos com 10 minutos de acréscimo. Vocês sabem quantos jogadores do Inter caíram para receber atendimento? Foram seis substituições. Seis. Fica por isso mesmo? Ok, está bom. Agora eu sou o cara que reclama, que justifica derrota. não… já estou no futebol há tempo e só o que peço é isenção. Eu chego no vestiário e vejo o pessoal da imprensa mostrando manchete que o Inter foi mais agressivo, mais ousado. Que jogo vocês estão vendo? Po, só teve um time em campo? Não que nosso time tenha feito jogo maravilhoso, mas parece que a gente é besta, é bobo. A gente quer que falem o que aconteceu. O primeiro gol deles foi legal? Foi. Ok. Mas não é possível que não consiga ver o jogo e enxergar os dois lados. Fica diminuindo o trabalho de um, de outro. Aqui é o Inter, não interessa se é titular ou reserva. Botou a camisa é o clube, é o time do Inter, do Ceará, do Bahia, do Grêmio. Eu só quero que a gente possa ser mais correto. A gente não é bobo. Parece que a gente é besta, que não tem inteligência para ver o que é. Não tenho meio termo. Ah, mereceu vencer? Talvez não. Mas perder também não. Tem lance decisivo? Quero que veja, pelo menos. É um lance decisivo? Não tá no protocolo do VAR que precisa rever? Será que o cara não poderia dar uma olhada? Ou será que temos de reclamar? Se tiver que reclamar, me avisem. Aí meus jogadores vão reclamar. Vamos parar o jogo, ir para cima da arbitragem. A gente acredita que quem está ali tem hombridade e não pela pressão que se pode fazer. A gente quer que o árbitro tenha tranquilidade para executar o trabalho. Ajudem o árbitro a arbitragem, a tomar decisões. Ajudem. Agora, não parar nem para observar o lance? Lamentável", afirmou Enderson Moreira.

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