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Com plano de R$ 70 milhões em vendas, Atlético-MG terá que negociar atletas

Lateral direito Emerson foi a venda mais elevada do Atlético-MG na temporada - Pedro Vale/AGIF
Lateral direito Emerson foi a venda mais elevada do Atlético-MG na temporada Imagem: Pedro Vale/AGIF

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

07/08/2019 04h00

O Atlético-MG fez duas vendas em 2019. Marcos Rocha se acertou com o Palmeiras e Emerson foi negociado com o Barcelona, ambos no início do ano. Com as negociações, o clube já faturou mais de R$ 32,4 milhões. Porém, o orçamento feito no fim de 2018 projetava arrecadação de R$ 70 milhões com transações. Isso faz com que a diretoria veja a necessidade de vender outros atletas na temporada.

O lateral direito Emerson se acertou com o Barça por 12,17 milhões de euros (R$ 54,21 milhões) em fevereiro. O clube mineiro já recebeu uma parcela do negócio, avaliada em 3,04 milhões de euros (R$ 13,5 milhões). As demais, com valor idêntico, serão pagas a partir de 2020. Marcos Rocha foi vendido ao clube do Allianz Parque por R$ 8 milhões.

O Galo também embolsou com a ida de Douglas Santos para o Zenit, da Rússia. O clube europeu pagou 15 milhões de euros (R$ 67 milhões) ao Hamburgo, da Alemanha, para contar com o lateral esquerdo. Como detinha 15% do atleta e 1,03% do mecanismo de solidariedade, o Atlético faturou 2,445 milhões de euros (R$ 10,9 milhões na cotação atual).

Para chegar ao valor votado pelo Conselho Deliberativo, o clube precisa negociar mais nomes do elenco.

"O Atlético precisa vender jogadores para se manter? Precisa, como seguramente 85% dos clubes do Brasil hoje. Talvez só três clubes do Brasil não precisem fazer vendas de jogadores para atender ao orçamento. O Atlético ainda precisa, como 90% dos clubes do Brasil, para ter este equilíbrio. Em algum momento, teremos que fazer alguma venda. Mas é preciso reciprocidade entre a perda da qualidade técnica do atleta com uma compensação financeira", disse o diretor de futebol Rui Costa ao UOL.

Oficialmente, a cúpula nega que tenha ofertas por nomes como Juan Cazares e Igor Rabello, dois jogadores que despertam interesse do futebol estrangeiro. O Atlético enaltece a dupla e impõe uma condição para que qualquer jogador deixe a Cidade do Galo.

"O Cazares é um jogador fundamental no nosso projeto, não temos absolutamente nada de proposta. Eu vejo muito se falar que ele vai sair, que o Cazares isso ou aquilo. Onde temos Cazares no futebol brasileiro? Quais clubes têm um Cazares? É difícil ter. Ele é inegociável? Nenhum jogador do Atlético é inegociável, desde que se consiga considerar a perda técnica com a vantagem econômica e financeira. Se essas coisas não se complementam, não faz sentido. Se essa proposta chegar, ela precisa ser forte para que abramos mão do Cazares. O mesmo vale para o Igor [Rabello]. É um jogador que o clube fez um investimento recentemente", acrescentou o dirigente.

O Atlético se desfez de jogadores em 2019, mas a maioria deixou o clube sem grande representatividade do ponto de vista econômico. Edinho, Denílson, Gabriel, Dodô, Matheus Mancini e Lucas Cândido foram emprestados a outros clubes. Houve ainda saídas por contratos rescindidos.