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Esquecido? Jean Mota teve 3ª maior sequência do ano, mas titularidade caiu

Jean Mota, meia do Santos - Ivan Storti/Santos FC
Jean Mota, meia do Santos Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

13/08/2019 04h00

Jean Mota deixou clara sua insatisfação com sua atual situação no elenco do Santos. Depois de viver a melhor fase da carreira no início desta temporada e ser escolhido o craque do Campeonato Paulista, ele foi titular em apenas cinco dos últimos 14 jogos. Antes disso, o meia era quase intocável no time de Jorge Sampaoli.

Dos primeiros 27 jogos da temporada, Jean Mota foi titular em 25 e tem até hoje a terceira maior sequência como titular do time de Sampaoli, adepto do rodízio, que escalou 39 equipes diferentes em 41 jogos. O meia iniciou jogando as dez primeiras partidas do clube no ano, ficou fora de uma, jogou mais cinco, novamente foi poupado e depois engatou outra sequência de dez compromissos.

Somente outros quatro jogadores conseguiram uma sequência tão grande quanto a de Jean Mota na temporada: Lucas Veríssimo (10), Jorge (10), Diego Pituca (11) e Felipe Aguilar (12). Na temporada, apenas quatro jogadores somam mais jogos como titular do que os 30 de Jean Mota: Pituca (37), Gustavo Henrique (35), Victor Ferraz (34) e Felipe Aguilar (32) - o uruguaio Carlos Sánchez tem os mesmos 30.

Em números totais de jogos, não somente as partidas como titular, Jean Mota é, ao lado de Victor Ferraz, Diego Pituca e Carlos Sánchez, o jogador que mais vezes entrou em campo no ano: todos com 37 jogos.

O meia deixou o Morumbi após a derrota por 3 a 2 para o São Paulo reclamando de bastidores que não chegariam até ele. O jogador ainda manifestou que não sabe mais se diretoria e treinador contam com ele para o restante da temporada.

"Não sei se a diretoria ou o treinador contam mais comigo, mas afeta a confiança. Fiz um gol e uma assistência contra o Atlético-MG, depois nem entrei. Eu queria uma resposta, mas respeito a opinião do treinador. Tem coisas lá dentro de bastidores que não passam para mim. Não falo do treinador, mas saem matérias e eu nunca sei de nada. Presidente manda, mas a gente tem que ter essa conversa. Ele precisa falar o que acontece. Se ele decidiu não me emprestar, não chegou até mim para saber minha intenção. Eu quero estar aqui, tenho contrato", disse no sábado após o clássico.

Depois da declaração, o presidente José Carlos Peres negou que tenha propostas pelo jogador em mãos. Já o técnico Jorge Sampaoli, em coletiva de imprensa, afirmou que o meia não joga porque "há quem está melhor".