Pai de jogador da lista da Fifa diz que o "Real queimou o contrato" do filho

A Rádio 4G da Espanha apresentou em seu programa "A La Contra" uma entrevista com Ramón Godoy e Gladys Torralba. Os dois são pais do garoto venezuelano Manuel Godoy, um dos 23 atletas citados pela Fifa como tendo transferências irregulares no Real Madrid e que motivou a punição ao clube de não poder realizar contratações nas duas próximas janelas. No programa, os pais do menino reclamaram do jeito que o jovem está sendo tratado pelo clube.

- Parece que a diretoria do Real está querendo escondê-lo, como se ele tivesse uma doença grave. Ele defendeu o Real, foi campeão de um torneio em Rimini, em outro fez três gols e ganhou até um abraço do presidente Florentino Perez. Pelo o que andei lendo, o real diz que não fez contrato, como se quisesse negar que Manuel exista para o clube - reclamou Ramón Godoy à 4G.

Manuel Godoy fez parte do time A dos infantis do Real Madrid. Segundo o pai do garoto, assim que soube que a situação do menino estava sendo julgada pela Fifa, o clube tentou se informar e que iria recorrer de qualquer sanção.

- Nunca eu e minha mulher assinamos um documento documento oficial, mas temos carta que comunicava que ele tinha de se incorporar ao grupo na temporada. Mas depois nos falaram que ele não poderia treinar mais, comunicando que a Fifa estava fazendo uma investigação. O Real parece que perdeu a data para recorrer, mas o clube disse que iria tentar novamente pois nosso caso era muito particular - disse Ramón Godoy.

Os pais dizem não entender porque o nome do jogador entrou na lista, já que toda a família mora na Espanha, os outros irmãos estudam em colégios no país e que a família possui recursos. E que não quer brigar com o clube, apenas tê-lo como aliado nessa situação que o casal julga ter ocorrido um erro de comunicação ou de avaliação.

- Estamos aqui na rádio pois a nossa ideia, caso o Real queira, é lutarmos ao lado do clube. Que o real faça a parte legal pedindo a ficha de contrato do menino. Não entendo porque querem esconder isso. Queremos somar forças. No momento, os pais dizem que estão preocupados com o que pode acontecer com o filho.

- Ele segue fazendo treinos na Academia de Coira e foi chamado para defender a seleção da Venezuela na categoria. Mas as leis são duras e o garoto não pode jogar nos fins de semana como fazem os outros. Não posso dizer que Manuel está bem, pois isso o afeta e ele não entende o que está acontecendo - disse Ramón.

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