Seleção feminina de ginástica treina forte e conta com Rebeca por vaga na Olimpíada

A seleção brasileira de ginástica artística feminina tem a última chance de garantir vaga nos Jogos Olímpicos do Rio no evento-teste que acontecerá na cidade, em abril. Por conta disso, as meninas estão trabalhando duro, sendo que algumas nem pararam no período de festas de fim de ano. A coordenadora da equipe, Georgette Vidor, disse que as atletas precisaram acelerar a preparação para chegar bem na competição. Ela contou que algumas competições serão importantes para dar ritmo para ginastas que estão voltando de lesão, como Rebeca Andrade.

- A gente tem agora, sai dia primeiro e vai para Houston. Essa competição não é difícil, o objetivo é acelerar a preparação delas. A gente não tem competição no país nesse final de ano, então o ritmo diminui. Os Estados Unidos têm e a Europa também. Então a gente tem que acelerar. E como a gente tem o evento-teste em abril, precisamos que elas estejam prontas mais cedo. Em Houton vai a Jade, que a gente quer que ela esteja o mais rapidamente pronta. Depois a gente vai para Baku, etapa do Azerbaidjão, com a Rebeca, para fazer a paralela. Será o nosso primeiro passinho com a Rebeca. E depois teremos outro campeonato, que para mim é o mais importante, que será o da Itália. Como certas na Itália já estão a Flávia, Jade, Daniele, Lorraine e Rebeca. A gente vai para a Itália já com a equipe que vai competir o evento-teste - contou Georgette, em janela de imprensa realizada nesta quarta-feira, no treino da seleção brasileira feminina e masculina.

Depois de ficar em nono no Mundial e bater na trave pela classificação da Rio-2016, Georgette acredita que o evento-teste será muito mais difícil para o time brasileiro. Porém, ela está confiante que a vaga para a Olimpíada será carimbada.

- Acho que vai ser mais difícil agora, mas nossa equipe está bem mais forte. Jade está com uma paralela infinitamente mais forte. A trave da Jade está excepcional, o solo ela voltou a fazer elementos até mais difíceis. Eu não quero nem pensam na chance de a seleção feminina não se classificar. Seria um fracasso total, nem quero pensar. Mas eu tenho a certeza que não será fácil. Temos que trabalhar duro, com grupo muito unido - completou a coordenadora.

Para conseguir ir para os Jogos de 2016, a seleção feminina conta com um trunfo: a volta de Rebeca Andrade depois de uma grave lesão no joelho. Segundo Georgette, a presença da ginasta muda o patamar da equipe. Ela contou que a atleta vem evoluindo a cada dia e deve estar 100% confiante para fazer todos os movimentos até o evento-teste.

- Acho que a Rebeca depois da lesão teve muita consciência. Ela a cada dia faz um movimento. A paralela dela está pronta, que é a nossa melhor paralela. Quando ela começar a fazer as provas de solo e salto, vamos ver como ela vai se sair. Se ela sentir que está bem, vai existir o receio inicial, mas ela vai tirar de letra.

Treinado forte desde o início do ano, Rebeca vai voltar a competir em fevereiro. Ela espera ir evoluindo aos poucos para conseguir fazer todos os aparelhos em abril.

- Voltei a treinar forte em janeiro, mas ano passado, em novembro, eu já estava fazendo o básico para começar esse ano bem. Eu vou para Baku, em fevereiro, mas só vou fazer paralela. Depois eu vou para a Itália e fazer três aparelhos: paralela, trave e salto, se Deus quiser. Depois vem o evento-teste, que eu vou me esforçar para fazer todos - afirmou a ginasta, que contou como foi o período em que não pôde competir por causa da lesão.

- Eu estava machucada e não podia fazer nada, nem levantar direito. Nunca fiquei tanto tempo parada, o máximo foi um mês. Então eu fiquei muito triste, muito mesmo. Minha mãe até ficou um pouco preocupada, porque eu não queria treinar, não queria fazer mais nada. Foi quando ela disse que é normal essas coisas acontecerem, porque nem tudo são flores. Não adianta pensar que você vai estar no topo sempre, uma hora você vai cair - revelou Rebeca.

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