Barça tenta destravar acordo para seguir com patrocínio do Qatar

O Barcelona enviou o vice-presidente Manel Arroyo e o diretor comercial Francesco Calvo a Doha (QAT) para destravar um imbróglio com a Qatar Airways, companhia aérea que estampa o nome na camisa do time catalão desde 2013. O contrato da empresa com os Blaugranas termina em junho deste ano, e as duas partes pergiram a despeito dos valores.

A Qatar Airways ofereceu 60 milhões de euros (R$ 268,4 milhões) anuais, o que significa um aumento de 100% em relação ao vínculo atual. O Barça pediu 100,5 milhões de euros (R$ 450 milhões), pois entende que a oferta dos asiáticos não corresponde à realidade europeia.

A contraproposta dos catalães e a "ameaça" de buscar outros patrocinadores desagradaram ao Qatar. De olho em novos mercados no Velho Continente e na chance de promover a Copa do Mundo de 2022, o país não perdeu tempo e colocou uma marca na camisa de treinos do Bayern de Munique por 15 milhões de euros (R$ 67 milhões) por temporada. O negócio foi concretizado nesta semana.

Os bávaros, agora, terão o patrocínio do Aeroporto Internacional Hamad de Doha (HIA). O dinheiro é o mesmo que sai da Qatar Airways, já que ambos pertencem ao Qatar Investment Authority (QIA), fundo soberano daquele país.

Depois de ver um dos parceiros em um rival europeu, o Barça ficou inclinado a aceitar o valor sugerido pela empresa aérea.

O assunto é delicado e pide sócios e torcedores. Uma corrente crê que, com o fim da parceria, a quantia investida no clube catalão pode fortalecer as contas de um outro rival. Já o grupo contrário acredita que o Barcelona não deve colocar na camisa o nome de um país marcado por várias denúncias contra os direitos humanos.

Por ora, o Qatar parece estar vencendo a queda de braço.

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