São Paulo joga para o gasto, vence o Mogi e assume liderança do Grupo C

"A visão que tenho dele é que nem perde nem ganha de muito".

A análise do presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, logo após a chegada de Edgardo Bauza resume o que é o São Paulo nas mãos do técnico argentino após os dez primeiros jogos de 2016. Leco nem sequer conhecia direito seu novo contratado, quando falou ao LANCE! no fim do ano passado, mas soou profético. O São Paulo tinha time para golear o fraco Mogi Mirim nesta terça-feira, em jogo adiado da terceira do Paulista, mas fez 2 a 0, sendo o segundo gol aos 44 minutos do segundo tempo em belo chute de Ganso - Rogério, no primeiro tempo, abriu o placar.

O prognóstico do presidente se confirma, com 13 gols em dez jogos. Com exceção da vitória por 4 a 0 sobre o Água Santa, estreante na elite do Paulista, o São Paulo ou ganhou ou perdeu de pouco este ano. Além de quatro resultados que terminaram 1 a 0, houve outro 2 a 0 a favor (Novorizontino), um contra (Corinthians) e dois empates por 1 a 1 (Audax e César Vallejo). Sabia ou não sabia o que estava contratando o presidente são-paulino? Então é bom ter paciência.

O São Paulo de Bauza é econômico nos gols porque, jogo a jogo, tem dificuldade em criar chances. É complicado. Os atletas parecem bem orientados, o esquema definido, mas o jogo não flui. Seja quando Centurión errou um lance bobo (vários), Calleri dominou mal uma bola ou Rogério se confundiu com o novo posicionamento, o futebol do Tricolor estagnou novamente para um Pacaembu às moscas. A ineficiência apresentava o interessante panorama para o Mogi: não incomodava, mas também não sofria.

O gol de Rogério saiu aos 35 minutos do primeiro tempo. Até então, o goleiro Daniel, do Mogi, dava graças a Deus por estar ali no Pacaembu com pouco trabalho. Uma boa jogada inpidual de Carlinhos e muita falta de inspiração tricolor completaram a primeira etapa. Atrás, Maicon e Rodrigo Caio eram um sossego só. Esse é o São Paulo de Bauza.

O segundo tempo foi mais animador. Bruno jogou muito bem pela direita, Centurión, acredite, passou a ser muito produtivo, quase marcou um golaço aos 20 minutos, e o São Paulo pressionou pelo lado direito. Calleri teve duas ótimas chances e Ganso entrou bem, melhorando a criação e marcando seu gol. Foi o famoso jogar para o gasto, sem sustos, à lá Bauza.

Jogar para o gasto. É o que o São Paulo tem feito em 2016. Às vezes, nem isso. Só que na semana que vem, contra o River Plate (ARG), em Buenos Aires, pela Libertadores, jogar para o gasto não será suficiente. Bauza sabe disso. Até lá, muita coisa precisa melhorar, pois economia, seja lá do que for, é tema bem espinhoso, ainda mais se tratar-se de gols.

Por enquanto, é bom comemorar a liderança do grupo C no Estadual, agora com 13 pontos após a vitória.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 X 0 MOGI MIRIM

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Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)

Data-Hora: 1/3/2016 - 20h30 (horário de Brasília)

Árbitro: Salim Fende Chavez

Auxiliares: Alberto Poletto e Eduardo Vequi Marciano

Público-Renda: 3.013 pagantes / R$ 127.580,00

Cartões amarelos: Calleri, Bruno (SAO), Gabriel Dias, Roni (MOG)

Gols: Rogério 35' 1ºT (1-0), Ganso 44' 2ºT (2-0)

SÃO PAULO: Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Thiago Mendes, Hudson e Carlinhos; Rogério (Ganso 14' 2ºT), Centurión (Wesley 35' 2ºT) e Calleri (Alan Kardec 41' 2ºT). Técnico: Edgardo Bauza

MOGI MIRIM: Daniel. Wendel, Saimon, Bruno Costa e Alex Reinaldo; Gabriel Dias, Josa, Emerson Santos (Diego Lorenzi 26' 2ºT) e Lulinha (Keké - intervalo); Roni e Léo Melo. Técnico: Toninho Cecílio

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