Para estufar este filó! Lembre a ligação de Chico Buarque com futebol

A ligação entre Chico Buarque e o futebol ganhou mais um capítulo nesta terça-feira, quando o cantor, compositor e escritor tornou-se sócio do Peñarol (URU). Porém, faz tempo que a Música Popular Brasileira está acostumada com o futebol nos gramados da obra do artista. O LANCE! enumera agora 11 músicas na qual o autor dedicou seu repertório ao esporte.

Chico, que antes de se consagrar tentou ser jogador de futebol no Juventus-SP, deu o pontapé inicial em seu "repertório futebolístico" em 1968. No LP "Chico Buarque de Hollanda Volume 2", o esporte é mencionado em meio ao lamento de uma mulher pela demora do marido na rua.

Curiosamente, a canção do disco não é interpretada pelo autor, e sim, por Jane (à época, do conjunto Jane e Os 3 Morais). O LP diz que opção por uma mulher como intérprete foi "por motivos óbvios".

COM AÇÚCAR, COM AFETO (1968)

No mesmo ano, foi lançado um compacto com uma canção na qual o Fluminense foi incluído pela primeira vez eu seu repertório. Chico Buarque celebrou o fato de, em pleno domingo, poder ouvir o radinho contar a vitória do seu tricolor.

BOM TEMPO (1968)

Dois anos depois, o futebol voltou ao repertório de Chico Buarque mostrando de maneira bem humorada a rivalidade entre a dupla Fla-Flu. O cantor Ciro Monteiro presenteara sua afilhada, a hoje atriz Silvia Buarque, com uma camisa do Flamengo. Foi um pretexto para Chico utilizar em uma das canções no LP "Chico Buarque de Hollanda Número 4".

ILMO. SR. CIRO MONTEIRO OU RECEITA PARA VIRAR CASACA DE NENÉM (1970)

Porém, nem sempre o futebol foi sinônimo de alegria - tanto no Brasil, quanto na música de Chico Buarque. Em uma das canções do LP "Construção", lançada no ano seguinte, o cantor agradece de maneira irônica a uma velada liberdade, e inclui o assunto.

DEUS LHE PAGUE (1971)

A relação entre Chico Buarque e futebol rendeu até a criação de uma equipe. Campo no qual passam entre artistas, jogadores e ex-jogadores há algumas décadas, o Politheama chegou a ganhar um "hino", de autoria de Chico. A música foi pulgada no programa "MPB Especial", de 1973, e em um recente documentário sobre o cantor.

HINO DO POLITHEAMA

Até ao fazer uma "canção de exílio", Chico Buarque não deixou de lado o assunto. Mesmo dizendo que a coisa estava preta, o compositor lembrava, em canção com Francis Hime, que aqui na terra o futebol persistia.

MEU CARO AMIGO (1976)

Só que a irreverência logo voltou a entrar em campo quando Chico Buarque falou de futebol. Ao enumerar coisas impossíveis em uma canção, o tricolor (e torcedor do Peñarol) e seu parceiro vascaíno Francis Hime mencionaram jejuns que, à época, eram incômodos para um clube tradicional do Rio de Janeiro e uma equipe alagoana.

E SE (1980)

O futebol voltou a ser mencionado por Chico Buarque em seu LP de 1984. Mesmo com a cabeça "já pelas tabelas", um estádio não foi esquecido.

PELAS TABELAS (1984)

Porém, sua canção definitiva sobre o futebol viria no LP de 1989. Com direito a um encontro imaginário entre gênios do quilate de Pelé, Mané, Didi, e atacantes como o santista Pagão e o são-paulino Canhoteiro, Chico Buarque entoou em letra e música sua paixão. 

O FUTEBOL (1989)

Quatro anos depois, o futebol voltou a ser mencionado. Em meio a uma pertida "discussão de relação", Chico, em dueto com Gal Costa, citou uma partida entre clubes tradicionais do Brasil e da Argentina.

BISCATE (1993)

O esporte voltou a entrar em campo muitos anos depois. Em meio ao lamento pela ausência da amada, coube ao futebol ser a salvação em uma das canções do disco "Chico".

SEM VOCÊ NÚMERO 2 (2011)

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