Fifa cobra milhões de cartolas brasileiros por corrupção

Agora com novo presidente eleito, a Fifa traçou uma estratégia para recuperar credibilidade e dinheiro da entidade. Na última terça-feira, o recém-eleito mandatário, Gianni Infantino, entregou documentos à Justiça dos Estados Unidos com o objetivo de receber indenização de cartolas envolvidos (da Conmebol e da Concacaf) em recentes casos de corrupção.

Ao todo, a Fifa visa receber um valor parcial dos R$ 725 milhões recuperados pela Justiça estadunidense após o início das investigações. Entre os cobrados, os nomes dos ex-presidentes da CBF Ricardo Teixeira, José Maria Marin - que está em prisão domiciliar nos EUA - e Marco Polo Del Nero chamam a atenção.

- Os réus condenados abusaram das posições de confiança que eles tinham na Fifa e em outras organizações internacionais do futebol e causaram danos sérios e duradouros para a Fifa, seus membros associados e à comunidade do futebol - disse Infantino.

A maior entidade do futebol espera receber quase R$ 20 milhões dos três antigos cartolas. Segundo o documento oficial emitido na última terça, Ricardo Teixeira é o que é cobrado para devolver dinheiro de salários, passagens, hospedagens e diárias entre 2004 e 2015.

Ao todo, Teixeira teria que pagar R$ 13,22 milhões, Marco Polo Del Nero outros R$ 6,3 milhões) e José Maria Marin mais R$ 430 mil. 

- Durante muitos anos, os réus grosseiramente abusaram de seus cargos de confiança para enriquecerem-se, enquanto causavam danos diretos e significativo para a Fifa. Os prejuízos incluem grandes perdas financeiras (incluindo, mas não se limitando a perdas de salários e/ou benefícios pagos aos réus), bem como danos à reputação da Fifa, a propriedade intelectual e as relações de seus negócios - diz, de forma contundente, o comunicado.

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