Fluminense vence a primeira na Taça Guanabara: 3 a 0 sobre o Boavista

Levir Culpi disse, minutos antes do jogo começar: "para vencer, é preciso atacar e defender bem". A frase, que não traz nada de novo, retrata da forma mais simples o que é um jogo de futebol. Dentro de campo, os jogadores do Fluminense mostraram ter aprendido a lição básica com o professor que completou 20 dias de casa neste domingo. No último jogo da rodada, o Tricolor venceu a primeira na Taça Guanabara e subiu do sexto para o terceiro lugar na tabela: 3 a 0 sobre o Boavista, no Los Larios, em Duque de Caxias.

É bem verdade que o adversário - tido por muitos como o melhor dentre os de menor investimento - colaborou bastante para que os alunos tricolores conseguissem a aprovação na partida logo de imediato.

Sem Diego Souza - de volta ao Sport -, Osvaldo ganhou a chance de começar jogando contra o Internacional, na quarta-feira. Fred, suspenso, foi ausência. Desta vez, eles formaram a dupla de ataque do Tricolor. E a nova aposta ofensiva de Levir resultou na primeira chegada perigosa, ainda que a finalização tenha passado alguns metros do alvo. Com funções trocadas no lance, o camisa 9 cruzou para a cabeçada do herdeiro da vaga recentemente aberta.

O mesmo que desperdiçou a bola mandada por Fred mexeu no placar em Xerém. Após receber ótimo passe em profundidade de Gerson, Osvaldo avançou, bateu para o gol e contou com a parcela de contribuição do goleiro Vinícius: 1 a 0, aos seis.

O duelo, que já estava ganhando o adjetivo "fácil", ficou com letras garrafais pouco depois. Luiz Alberto - experiente, 38 anos, com título da Mercosul e Copa do Brasil no currículo, além de passagem pelo Boca Junior - deve ter voltado aos anos 2007/08/09, quando defendia o rival da noite. A tentativa de cortar o cruzamento de Wellington Silva terminou em bola na rede... do ex-clube.

Na sequência, o resultado confortável para os mandantes esfriou o confronto. Autor do primeiro gol, Osvaldo sentiu após pidida com Reinaldo e deixou o gramado.

As equipes voltaram do intervalo sem grandes modificações no panorama do encontro. Diego Cavalieri seguiu como mero espectador. Eram raras as ameaças do alviverde, assim como passaram a ser as do Fluminense.  Mas houve espaço para Cícero "abusar" da coincidência. Ele, que fazia seu 150° jogo pelo clube, anotou o 150° gol na carreira.

Assim, sem sustos, o Tricolor faturou os três pontos, chegou aos cinco em nove disputados. Na próxima quarta, vai até Edson Passos para medir forças com o Bangu, lanterna desta segunda fase.

FICHA TÉCNICA:

FLUMINENSE 3 X 0 BOAVISTA

DATA/HORA: 27/3/16, às 18h30

LOCAL: Los Larios, Duque de Caxias (RJ)

PÚBLICO E RENDA:

?ÁRBITRO: Bruno Arleu de Araújo

AUXILIARES: Wagner de Almeirda Santos e Daniel de Oliveira Alves Pereira

CARTÕES AMARELOS: Gum e Marcos Junior (FLU); Matheus Parabá e Leandrão (BOA)

CARTÕES VERMELHOS: Não houve

GOLS: Osvaldo (6'/1°T, 1-0) , Luiz Alberto (contra, 12'/1°T, 2-0) e Cícero (39', 2°T)

FLUMINENSE: Diego Cavalieri, Jonathan, Henrique, Gum e Wellington Silva; Pierre, Cícero, Gerson (Douglas, 28'/2°T) e Gustavo Scarpa; Osvaldo (Marcos Junior, 43'/1°T) e Fred (Magno Alves, 13'/2°T) - Técnico: Levir Culpi

BOAVISTA: Vinícius, Thiaguinho, Victor, Luiz Alberto e Romarinho; Douglas Pedroso, Júlio César e Guilherme Costa (Luquinhas, 33'/1°T); Reinaldo (Willian Maranhão, 23'/2°T), Matheus Paraná (Thiago Silva, 23'/2°T) e Leandrão. Técnico: Rodrigo Beckham

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