Presidente do Cruzeiro critica FMF e diz que árbitro foi 'muito bem' no clássico

Um dia após a diretoria do Atlético-MG avaliar a atuação da arbitragem do clássico do último domingo como "desastrosa", foi a vez do presidente do Cruzeiro Gilvan de Pinho Tavares comentar a arbitragem de Emerson de Almeida Ferreira:

- E eu achei que ele (Emerson de Almeida Ferreira) foi muito bem na partida. Se errou, errou para ambos os lados - declarou o mandatário celeste ao "Superesportes".

O Atlético-MG entendeu que dois jogadores do Cruzeiro - Allano e Ariel Cabral- deveriam ter sido expulsos. Além disso, o Galo reclamou de um pênalti não marcado.

Nesta terça-feira, o presidente do Cruzeiro também enumerou lances que entendeu que poderiam ter sido marcados a favor da Raposa:

- O zagueiro do Atlético, no primeiro tempo, teria que ser expulso. Ele já tinha feito falta suficiente para isso. O outro zagueiro do Atlético tirou uma bola de dentro do gol, quando o Manoel ia fazer o gol, dando uma bicicleta na cabeça do Manoel. Se isso não é pênalti, não existe pênalti.

A polêmica envolvendo a arbitragem no clássico, entretanto, já havia começado antes de a bola rolar na Arena Independência. O Cruzeiro havia solicitado que o trio de arbitragem do jogo não fosse filiado à Federação Mineira de Futebol.

Segundo Gilvan, este pedido seria "para preservar os árbitros mineiro", já que a pressão no Independência "é muito grande".

- O árbitro pressionado pode errar. Era preferível que viesse um juiz de fora, porque se errasse ninguém podia reclamar, porque errou um árbitro de fora.

A FMF decidiu por realizar um sorteio com dois trios, sendo um formado por profissionais ligados a outras federações sem ser a mineira. Emerson de Almeida Ferreira, Guilherme Dias Camilo e Marcus Vinicius Gomes, todos filiados à FMF, foram sorteados

Gilvan de Pinho Tavares criticou esta ação da FMF, que, segundo o presidente celeste, não tem lógica. O mandatário ainda reclamou da falta de diálogo da entidade com os clubes.

- Tem que punir a Federação, que, no meu entendimento, errou duas vezes. Errou em não conversar com os clubes a respeito do que a Federação pensava. Por que colocar um árbitro de fora e um árbitro mineiro no sorteio e não colocar dois árbitros mineiros, ou dois árbitros de fora? Não entendi esse critério.

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