Anderson não se incomoda com vaias e críticas: 'Não jogo para o torcedor'

  • Ricardo Duarte/Internacional

    Anderson comemora o primeiro gol do Inter contra o Brasil de Pelotas

    Anderson comemora o primeiro gol do Inter contra o Brasil de Pelotas

As críticas da imprensa e as vaias da torcida do Internacional não incomodam Anderson. E o meia demonstrou isso nas últimas duas rodadas, quando fez gols nas vitórias sobre o Brasil de Pelotas, 4 a 1, e Novo Hamburgo, 4 a 2. 

 

Desde que chegou ao Internacional, em fevereiro de 2015, o jogador tem convivido com as vaiais no Estádio Beira-Rio. Em sua primeira temporada, Anderson não apresentou um bom futebol, especialmente quando o Inter era comandado por Diego Aguirre, hoje técnico do Atlético-MG.

 

- Nunca deixei de trabalhar. Estou há um ano aqui. Fiz uma boa pré-temporada. Estou feliz. Não jogo para torcedor, nem para ninguém. Faço o melhor para minha equipe. Faço o que o professor pedir. Venci em todos os clubes, só na Fiorentina que não. Jogo para o grupo. Se o professor pedir para atuar como lateral, zagueiro, eu jogo

 

Em evolução com a camisa 8 do Colorado, Anderson avalia que as críticas que sofre por parte da torcida também acontecem por conta de seu passado no Grêmio.

 

Há duas semanas, o meia foi um dos alvos do protesto de alguns torcedores, que chamaram Anderson de "jogador de Série B", em alusão ao período que ele defendeu o Grêmio na segunda pisão nacional.

 

- Não me machucou. A história que tenho no Grêmio é bonita. E não foram todos os torcedores. Minha mãe sustentava três filhos com R$ 400. Nunca roubei de ninguém. Tudo que fiz foi por mérito meu. Passei muita fome. Se alguém passasse pelo que eu passei, não sei se não desistiria. Resolvi minha vida muito cedo. Se você tem um salário melhor, é um mérito seu. Eu sou bem tranquilo - afirmou.

 

 

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