Polícia ocupa a Uefa em busca de documentos do 'Panama Papers'

A polícia federal suíça realizou uma ação na sede da Uefa, em Nyon (Suíça), por causa do contrato entre a entidade e a empresa Cross Trading, citado no 'Panama Papers' - companhias que criaram contas em paraísos fiscais para ocultar fortunas e contratos. O vínculo teve a assinatura de Gianni Infantino, que é atual presidente da Fifa. Mas, na ocasião, ele era responsável pelos assuntos legais da Uefa.

- A Uefa pode confirmar que hoje nós recebemos uma visita de oficiais da polícia federal suíça agindo sob um mandado e solicitando vista dos contratos entre Uefa e Cross Trading/Teleamazonas. Naturalmente, a Uefa está fornecendo à polícia federal todos os documentos relevantes em nossa posse e cooperando completamente - disse a entidade, em comunicado.

De acordo com o "The Guardian", a Uefa teria vendido os direitos de transmissão de seus torneios de clubes (Liga dos Campeões, Liga Europa e Supercopa) em 2006 para uma empresa chamada Cross Trading, que repassou os direitos para a Teleamazonas, por cerca de três ou quatro vezes o valor original. Infantino, na época, era diretor jurídico da entidade. Depois, viraria secretário-geral e braço de direito de Michel Platini.

A Uefa pulgou nota dizendo 'estar consternada por certas matérias na mídia sugerindo que pode ter havido conduta indesejável ou imprópria em conexão com um contrato de direitos de transmissão televisiva celebrado com uma empresa com sede no Equador em 2006. Para registrar, e como repetidamente explicou aos meios de comunicação, nunca houve qualquer sugestão de que nada impróprio ocorreu. Estas explicações foram encaminhadas à imprensa de uma forma clara, razoável e perfeitamente transparente. Por isso, é ainda mais lamentável que, apesar das explicações dadas, algumas seções da mídia optaram por deturpar assuntos e enganar o público, sugerindo ou implicando o contrário'.

A Cross Trading era ligada a Hugo Jinkis, empresário que se entregou à justiça dos EUA no caso de corrupção da Fifa. O argentino foi acusado de pagar propinas para ganhar preferência nas negociações pelos direitos de transmissão de grandes competições, como a Copa do Mundo.

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