Em decadência, Milan pode ser vendido a chineses por R$ 2,7 bilhões

  • Michael Steele/Getty Images

O Milan deve ter novo dono nos próximos meses. Após intensas negociações, o ex-primeiro ministro da Itália e proprietário do clube, Silvio Berlusconi, aceitou vender o Rubro-Negro a empresários chineses por 700 milhões de euros (R$ 2,7 bilhões), segundo o jornal italiano "Corriere dello Sport". O dirigente teve uma reunião com seus filhos antes de confirmar a cessão das ações. O documento preliminar deve ser assinado entre as partes até segunda-feira, de acordo com a publicação.

O jornal afirma que as últimas semanas foram decisivas para o fechamento do negócio, com incessantes tratativas. O próximo passo é a assinatura do contrato prévio - a decisiva deve ficar para junho - e o controle das finanças do clube. Uma outra reunião nesta quarta-feira deve ocorrer com a participação de acionistas do Rossonero.

O acordo engloba a venda de 100% das ações do Milan. No entanto, neste primeiro momento, os chineses ficarão com 70%, com os outros 30% sendo adquiridos em até um ano. Assim, Berlusconi se desligaria oficialmente do clube e ficaria sem qualquer participação no controle do Rubro-Negro.

Segundo o "Corriere dello Sport", alguns nomes do grupo que vai comprar o Milan foram divulgados. Entre eles estaria Robin Li, o sexto homem mais rico da China, que é dono de empresas de e-commerce e energias renováveis. Outro que estaria participando do negócio é Jack Ma, que também é do ramo de e-commerce.

Nos últimos anos, o Milan vive uma crise financeira e esportiva. A equipe não vem sendo competitiva no cenário nacional e vem perdendo espaço em âmbito continental, uma vez que a presença em competições europeias vem ficando cada mais rara, devido às fracas campanhas no Campeonato Italiano. Atualmente, é apenas o sexto colocado. 

A venda do Milan para chineses é mais uma prova que os asiáticos devem entrar com tudo nos grandes centros do futebol. Além de injetar milhões de euros em contratações nesta temporada na Super Liga do país, eles visam a ingressar em outros locais com maior destaque.

Na última terça-feira, surgiu a informação que o grupo que controla o Guangzhou Evergrande, um dos principais times da China, estaria interessado em adquirir times da Premier League e também da Major League Soccer, dos Estados Unidos. A ideia é aproveitar a gorda fatia dos direitos de transmissão na Inglaterra e a exposição internacional do campeonato local. Em relação aos norte-americanos, uma parceria com David Beckham poderia acontecer, uma vez que o ex-jogador tem a intenção de colocar uma franquia na liga.

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