Amor, lealdade e consumo: sócios viram trunfo dos clubes contra crise

O momento de instabilidade econômica pelo qual passa o Brasil afetou diferentes setores da sociedade, levando a Organização Internacional do Trabalho (OIT) a prever que 700 mil trabalhadores perderão o emprego no País até o fim de 2016. Apesar disso, os clubes do futebol nacional buscam maneiras de seguir o processo de profissionalização e expandir a captação de receitas. Neste cenário, os programas de sócio-torcedor têm se destacado, conseguindo manter a adesão de novos membros e sendo parte fundamental para o equilíbrio financeiro das instituições esportivas.

Responsável direto pela popularidade dos projetos de sócio-torcedor no Brasil, o Movimento por um Futebol Melhor, lançado em janeiro de 2013, conta com 69 clubes filiados e cerca de 1.100 milhão de adeptos. Mesmo em 2015, ano em que o País viu o então ministro da Fazenda Joaquin Levy ser substituído por Nelson Barbosa, em dezembro, o Movimento quebrou recordes e atingiu marcas expressivas.

Em 2015, o Fiel Torcedor, do Corinthians, obteve 69 mil novos sócios e quebrou a marca de maior número de adesões obtidas ao longo de um ano. Antes disso, quem liderava este ranking era o Flamengo, com 59 mil adesões ao seu projeto em 2013. Já o Avanti, do Palmeiras, conquistou 24 mil sócios em janeiro de 2015 e se tornou o recordista mensal, também superando o time rubro-negro, que era o recordista desde novembro de 2013, quando registrou 19 mil novos associados.

- O Avanti é fundamental no planejamento financeiro do Palmeiras, principalmente por sua receita ser revertida completamente ao departamento de futebol. Tivemos 90 mil novas adesões em 2014 e 2015 e o reflexo pôde ser visto em campo, com um grande acréscimo técnico ao nosso time. O sócio-torcedor deve ser tratado com atenção por todos os clubes do País - afirmou o diretor de marketing do Palmeiras, Roberto Trinas.

Em números gerais, o Movimento Por um Futebol Melhor teve seu melhor ano em 2015, totalizando aproximadamente 286 mil adesões. Em 2014, a marca havia sido de 115 mil, enquanto em 2013 foi de 249 mil inscrições. No fator econômico, é esperado que os clubes arrecadem mais de R$ 400 milhões com as receitas de sócio-torcedor em 2016. O Grêmio, com 5.254 adesões, é quem mais cresceu neste ano.

- O programa de sócios-torcedores é muito importante para o fortalecimento do departamento de futebol. Realizamos um trabalho em conjunto muito forte feito pela direção e pelo nosso departamento de marketing, mostrando que o sócio pode, sim, participar e ajudar com o Grêmio como um todo - completou o diretor-executivo do clube tricolor, Rui Costa.

Além de ajudarem seus clubes, sócios-torcedores aproveitam descontos e benefícios das empresas parceiras do Movimento por um Futebol Melhor: Ambev (Brahma), Unilever, Sky, Pepsico, Premiere, Centauro.com.br, Rede de Hotéis Arco, Méliuz e Bic.

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