Em reunião, treinadores sugerem medidas para evitar demissões

Reunidos na sede da CBF, no Rio de Janeiro, treinadores das principais equipes brasileiras participaram do 2º Encontro de Técnicos realizado pela entidade, nesta segunda-feira. O principal objetivo da reunião era discutir sobre a criação de uma legislação de proteção aos treinadores. Para o coordenador de futebol da Seleção Brasileira, Gilmar Rinaldi, o evento trouxe aos técnicos a possibilidade de que todos colaborem para melhorias da profissão no país.

- É o segundo encontro usando um canal aberto entre técnicos do futebol brasileiro para que eles possam dar sugestões e para que a gente busque as melhorias junto à CBF. Hoje, nós temos algumas novidade para apresentar, mas também queremos ouvir muitas sugestões. O nosso interesse é de melhorar, buscar o melhor - disse Rinaldi, ao portal da CBF.

Dentre todos os treinadores da Série A convidados, apenas oito não compareceram: Cuca, do Palmeiras; Givanildo, do América-MG; Roger, do Grêmio; Ricardo Gomes, do Botafogo; Gilson Kleina, do Coritiba; Paulo Autuori, do Atlético-PR; Guto Ferreira, da Chapecoense e Hemerson Maria, do Joinville. Na edição deste ano, os quatro técnicos que tiveram as equipes rebaixadas em 2015, também foram convidados.

Jorginho, do Vasco foi um dos que compareceu ao evento. O treinador explicou que a ideia de proteger o trabalho de técnicos no Brasil ainda precisa ser amadurecida, mas viu a reunião como uma medida necessária.

- É muito importante partir de nós, treinadores, uma seriedade, uma fidelidade, e buscar uma estabilidade para nós, treinadores. É o que esperamos. Uma das formas para que isso melhore é que o clube que demitir um treinador acerte completamente com esse treinador. O treinador muitas vezes fica quatro, cinco anos na Justiça para receber. Uma das formas é que tenha uma multa rescisória ou que tenham que pagar de imediato, antes de contratar o treinador seguinte, que tenham que acertar essa parte financeira. Vão surgir muitas outras sugestões. Por exemplo, um treinador que acabou de ser demitido na primeira divisão não pode assumir outra equipe. Seria uma medida interessante - afirmou o comandante do Vasco, ao globoesporte.com

Levir Culpi, técnico do Fluminense, também aprovou a medida:

- Essa medida da CBF realmente deve ser acompanhada por todos. É um movimento para melhorar essa situação. Falamos sobre calendário, leis trabalhistas, planos de treinamentos, de deixar gravado. Não temos um histórico de nosso futebol. A CBF tem um banco de dados muito legal. Quem vem pela frente tem que entender o que aconteceu - declarou, também ao globoesporte.com

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