Com seis da base como titulares, São Paulo alcança sonho de integração

  • Divulgação/saopaulofc.net

    Lyanco deve ser um dos jogadores da base são-paulina que enfrentam o Botafogo

    Lyanco deve ser um dos jogadores da base são-paulina que enfrentam o Botafogo

A partir deste domingo, na estreia do Campeonato Brasileiro, o São Paulo poderá colocar em prática algo que há anos o clube deseja. Diante do Botafogo, em Volta Redonda, a equipe titular terá seis jogadores formados na base do clube, com outras promessas no banco de reservas. Um marco para estabelecer a integração de Cotia com o CT da Barra Funda, graças ao foco do clube nas quartas de final da Copa Libertadores da América.

- Queríamos ter começado algo parecido no Campeonato Paulista, mas o regulamento não permitia mais de 28 inscritos. Não sei se faríamos sempre, porque precisávamos formar um time, mas faltou a liberdade de usar atletas em formação. Todo ano debatemos isso e a FPF, com alguns clubes que não são formadores, não altera isso. É um contra-senso privilegiar quem não tem trabalho de base. É um contra-senso a tudo o que se prega no futebol - reclamou o diretor-executivo são-paulino, Gustavo Oliveira, ao LANCE!.

Edgardo Bauza promoverá, no jogo das 11h de domingo, a estreia do volante Banguelê como profissional. Capitão nas conquistas do sub-20 entre o fim de 2015 e o início deste ano, o garoto é um dos símbolos de uma geração de ouro formada no CFA Laudo Natel. Outros contemporâneos, como os laterais Auro e Matheus Reis e o zagueiro Lyanco, farão o primeiro jogo no ano, ao lado de Lucão e Lucas Fernandes, que já vinham atuando.

- Vejo isso com muita alegria e esperança de formar grandes craques. Estive na base quando inauguramos o CFA (2005) e voltei ano passado. Todos os que estão sendo testados (ver ao lado) eu tive a satisfação de receber crianças e entregar ao profissional formados. É uma coisa de sentimentalismo. O clube investe muito nisso e, como todo investidor, se sente realizado quando os frutos aparecem - exaltou Luiz Cunha, diretor de futebol, também ao L!.

No Morumbi, onde sempre se buscou ser auto-sustentável na construção dos times, ver a integração da base tão intensa é motivo para empolgação. Conselheiros, dirigentes e torcedores têm comemorado as chances aos garotos. Ainda que a necessidade financeira pese, o São Paulo pode comemorar os passos dados. Para o segundo semestre, por exemplo, os jovens das gerações de 1996 e 1997 poderão disputar a Copa Paulista, torneio profissional usado para manter times do interior em atividade. Essa foi uma forma encontrada pelo clube de manter as joias em crescimento.

Confira bate-papo exclusivo com Gustavo Oliveira:

Qual a importância do Bauza na integração com a base?

Desde que o contratamos, foi combinada uma estratégia, de médio a longo prazo, de dar mais espaço, para justificar o investimento que tem aumentado nos últimos anos. Ele abraçou o projeto do clube e tem sido um entusiasta dessa estratégia.

No que a participação na Copa Paulista profissional ajuda?

Vamos mantê-los em atividade, sem atrapalhar a formação. Depois de ganharem tudo na base, o desafio era ver no profissional: ou com a camisa do São Paulo ou emprestando, só que aí eu perco o controle de como eles estão sendo formados. Aqui, continuo formando, aperfeiçoando. É colocar esse time forte para um torneio profissional, com mais estímulo e dentro do clube.

Essa é a melhor geração?

Esse sub-20, de nascidos em 1996 e 1997, é muito forte. É uma geração que tem rendido muito. E foram dois times em uma geração só, que começou com Lucão e Boschilia e agora está nesses que subiram e treinam no CT com o profissional. É uma geração rica em nossas mãos.

Confira bate-papo com o diretor de futebol Luiz Cunha:

Quem serão os próximos garotos da base a ganhar chances?

Lucas Fernandes já é nossa realidade, participando de quase todos os jogos, seja no banco, entrando ou apenas relacionado. Os outros vão entrando, sendo chamados. Outro dia o pessoal de Cotia foi ao CT para um jogo-treino e fizemos reunião com a comissão técnica. Bauza pediu que eles continuem trabalhando firme, porque em algum momento terão uma chance ou serão chamados, ao menos para treinar de novo.

Como funciona o processo da base para o profissional?

A cada dez dias trazemos dois ou três para o Bauza sentir em que ponto estão. Se precisam ficar mais tempo na base ou se já podem receber um polimento final. Essa integração era um sonho e agora funciona. E é fundamental a ajuda da dos profissionais. Se eles não nos abrissem as portas e tivessem esse carinho com os jovens, o feeling para lançá-los e orientá-los, o trabalho poderia ter sido perdido. Somos muito gratos por essa paciência e por esse carinho.

Jogar a Copa Paulista com o sub-20 é parte disso?

Sim, certamente. Jogar esse torneio dará uma casca maior para eles aguentarem a pegada profissional.

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