Naming rights: Arena Corinthians pode não mudar de nome, diz Andrés

A Arena Corinthians pode seguir com o mesmo nome mesmo após a venda dos naming righrs pelo clube. Quem afirma é o ex-presidente alvinegro, Andrés Sanchez. Em entrevista coletiva antes da partida entre Timão e Grêmio, neste domingo, o deputado federal (PT-SP) afirmou que a Fiel Torcida escolherá nomenclatura do estádio.

Um dos principais responsáveis pela construção da casa corintiana e dirigente influente no clube de Parque São Jorge, Andrés Sanchez voltou a dizer que a negociação para a venda dos naming rights está bem próxima de ser concluída.

- O que posso informar é que estamos copiando o que deu certo. Barcelona Real Madrid e Manchester ganham muito dinheiro com jogatina, jogos de aposta. Se fizer isso aqui, vamos presos, não pode, é proibido. É muita hipocrisia neste país. 40% da renda do Real vem de jogatina. O fechamento dos naming rights etá muito próximo, o presidente deve anunciar nos próximos dias, terá uma grande festa aqui na Arena, mas envolve muita coisa. Decidiram pôr o nome de Arena Corinthians ou o nome que o torcedor escolher, "Estádio do Povo" ou algo do tipo. Com o tempo vamos ver o que faremos com o nome do estádio. É um projeto muito inovador, deve ser copiado pelos outros times brasileiros, e é uma grande fonte de renda para o Corinthians - comentou o cartola, que atualmente não ocupa mais cargo no Timão.

A diretoria alvinegra pretende receber até R$ 400 milhões pelos naming rights. Andrés, contudo, não explicou por que uma empresa pagaria esse montante e não utilizaria o direito de batizar o estádio.

Na entrevista, Andrés Sanchez voltou a negar pagamento de propinas da Odebrecht durante a realização da obra em Itaquera e falou que "a Arena não tem nada a ver com a Lava-Jato". O ex-presidente corintiano lembrou que o clube tem 12 anos para pagar o financiamento da construção, cujo valor total é de aproximadamente R$ 1,1 bilhão.

Por fim, Sanchez declarou que o escândalo que atinge a base corintiana será investigado, e os culpados, punidos. Um dos citados na negociação de 20% dos direitos de Alyson Motta é o conselheiro Manoel Evangelista, conhecido como Mané da Carne, padrinho do ex-presidente no Corinthians.

- Ele é meu amigo. E até que se prove o contrário... Se formos pegar quem tem processo nesse país, metade tem que mudar de país. Ele está sendo acusado, vai se depender e espero que não tenha nada de errado. Se tiver algo errado, vai ser punido. Mas não sou amigo só dele, sou amigos de muitos. Não tem problema nenhum. Sou amigo de gente boa e de gente ruim. Simplesmente acontece em toda sociedade - comentou.

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