Shooto Brasil 63 volta ao Rio de Janeiro com disputa de cinturão

O Shooto Brasil está de volta à sua casa. Depois de realizar a última edição no Recife, em Pernambuco, a organização retorna ao Hebraica Rio, para seu 63ª show, neste domingo, dia 22 de maio. Na luta mais importante da noite, o paraense Felipe Froes defende cinturão peso-pena (até 65,8kg) da organização diante de Marcos Imperador. O desafiante, por não conseguir atingir o limite da divisão, não será decretado campeão em caso de vitória. Antes disso, Mario Soldado e Sergio Curva fazem um duelo entre as academias vizinhas, Nova União e RFT, pela divisão dos meio-médios (até 77,1kg). O card conta com outros nove duelos, com destaque para a presença do ex-TUF Brasil, Nikolas Motta. O evento começa a partir das 19h e tem transmissão ao vivo do Canal Combate e do UFC Fight Pass.

Na pesagem oficial realizada na tarde deste sábado, dia 21 de maio, os protagonistas da noite tiveram momentos distintos na balança. Felipe Froes não teve problemas para marcar 65,5kg, dentro do limite de 65,7kg da divisão em lutas valendo título. Marcos Imperador marcou 66,2kg e se vencer o combate não poderá levar o cinturão pra casa, alem de perder 20% da bolsa, repassada ao campeão. Representantes da co-luta principal, Mario Soldado e Sergio Curva também não tiveram problemas para atingir os 77,1kg limites da categoria dos meio-médios.

Felipe Froes faz segunda defesa de título

Filho de um faixa-preta de jiu-jitsu, Felipe Froes leva as artes marciais desde berço. Praticamente criado na academia, o paraense de Ananindeua, cidade a cerca de 18 quilômetros da capital Belém, começou na arte suave aos sete anos de idade. Depois de ingressar no muay thai e no boxe na adolescência, não demorou muito para Froes migrar para o MMA.

A estreia veio em 2011, mas a grande mudança na carreira do atleta viria no ano seguinte. Após a derrota para Douglas D?Silva, no Shooto Brasil 30, realizado em Belém, Froes foi convidado por Dedé Pederneiras para treinar no Rio de Janeiro e ingressar na equipe Nova União. Sem pensar duas vezes, ele largou tudo e foi atrás do sonho. Cerca de quatro anos depois, o lutador já colhe os frutos. De lá para cá foram sete vitórias e um empate e o título de campeão peso-pena da organização, que defende pela segunda vez neste domingo.

- Foi bem difícil chegar até aqui, passei por muitas coisas e hoje me considero muito mais forte. Foi um caminho muito longo para conquistar esse cinturão e não deixar ninguém toma-lo de mim. Meu adversário é bom de boxe, faixa-preta de jiu-jitsu, mas ele vai sentir a pressão de lutar comigo - afirma o lutador que soma um cartel de 12 vitórias, duas derrotas e um empate.

O adversário de Felipe nessa disputa é o pernambucano Marcos Imperador. Natural da capital Recife, o lutador já não mais nenhum menino. Aos 36 anos possui um cartel de dez vitórias e quatro reveses. Sua última apresentação foi no Shooto Brasil 62, realizado na sua cidade, e Imperador sagrou-se vencedor no duelo diante de Jean Silva, por decisão dividida.

- Sei da qualidade dele, tenho um aluno que é primo do Felipe. Mas sinto que eu sou melhor em todas as áreas e ele não vai me vencer - garante.

Ex-TUF Brasil e duelo entre academias vizinhas são outros destaques

Além do duelo principal, o card do Shooto Brasil 63 conta com outros dez duelos. Um dos destaques é a co-luta mais importante da noite entre Mario Soldado, representante da Nova União, e Sergio Curva, da RFT.

As duas academias especialistas em jiu-jitsu e luta libre, respectivamente, são vizinhas na Zona Sul do Rio de Janeiro e já travaram diversos duelos históricos. Outra presença importante nesta edição é do ex-TUF Brasil 4, o mineiro Nikolas Motta. Ele enfrenta o carioca Antonio Carlos Buiu e tenta engatar a quinta vitória seguida na carreira.

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