De férias, Raulzinho comenta a temporada de estreia na NBA

Em julho de 2015, Raulzinho, com apenas 23 anos e era anunciado como o novo armador do Utah Jazz. Depois de quatro anos no basquete europeu, deixava de ser chamado de Raulzinho para ser conhecido como Neto, nome que leva nas costas da camisa 25 da franquia de Salt Lake City. De férias no Brasil, o jogador falou sobre o basquete nos Estados Unidos, adaptação ao país, momentos especiais, vida fora das quadras e expectativa para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em outubro de 2016.

Nova casa

Depois de quatro temporadas no basquete europeu, Raulzinho desembarcou em Salt Lake City. Várias montanhas ajudam a compor a paisagem da capital e mais populosa cidade do estado de Utah. O processo de adaptação não foi um problema para o jogador. Raulzinho considera que teve sorte, já que os companheiros de time o ajudaram bastante na nova casa.

- O processo de adaptação foi bom, rápido. Eu dei a sorte de ter grandes e bons companheiros de equipe, todos me ajudaram. O pessoal que estava lá há mais tempo me ajudou mostrando a cidade, restaurante, até mesmo como funcionava o clube. Foi uma adaptação rápida. E Salt Lake City é uma cidade muito tranquila, não é tão grande quanto outras cidades de times da NBA. Então, para mim, foi perfeito.

Um basquete diferente

Em julho de 2015, antes de se apresentar ao Utah Jazz, Raulzinho veio ao Minas. O jogador esteve no Clube para não perder a forma física e praticar alguns arremessos. Quando fazia musculação na academia dos atletas, um detalhe chamava atenção. Ele tinha em mãos uma ficha com exercícios já elaborados pela equipe da NBA. À época, o armador já alertava que basquete norte-americano era mais físico que o espanhol e o brasileiro. Depois da temporada de estreia, Raulzinho também fez outras observações.

- É muito mais rápido. As regras mudam um pouco, muda o estilo de jogo. Os três segundos defensivos mudam um pouco o estilo de jogo, não tem zona, você não pode estar tão fechado dentro do garrafão. A qualidade dos jogadores lá é algo fora do normal, o último cara do banco pode entrar e fazer a diferença no jogo. Então isso, junto com o físico, foi o que eu mais senti de diferença. Acho que isso é o que diferencia a NBA de outros lugares.

Temporada na NBA

A temporada de estreia na NBA foi um marco na carreira de Raulzinho. A primeira partida, a primeira assistência, os primeiros pontos, a participação no fim de semana do All-Star Game. Os momentos inesquecíveis e emocionantes não param por aí. O armador esteve em quadra na despedida de Kobe Bryant, uma lenda do basquete, considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos. Black Mamba, apelido de Bryant, atuou durante 20 anos na principal liga de basquete do mundo, todos eles dedicados ao Lakers.

- O último jogo do Kobe Bryant foi especial, um sonho eu poder participar. É difícil ter palavras. É uma lenda do basquete. Poder participar desse jogo, dentro de quadra, jogar contra ele, marcar ele, poder fazer uma brincadeira durante o jogo, falar com ele... é uma coisa que todo mundo gostaria de ter a chance. Poder estar lá foi uma oportunidade única, que eu vou levar para o resto da minha vida - lembra.

Olimpíada

O bom ano de Raulzinho pode ser coroado com a busca por uma medalha nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto deste ano. A medalha olímpica é outro sonho do armador brasileiro, mas ele ressalta que a seleção deve estar em primeiro lugar.

- Primeiramente, eu quero estar no time. Depois, é pensar em fazer um bom papel, independentemente dos minutos que eu vou jogar, se vou ser titular ou reserva. Eu sei que, na seleção, a gente tem o orgulho de estar representando o Brasil, mas não pode querer ter o orgulho de querer ser o melhor, de jogar 40 minutos. Todo mundo tem que estar jogando por um objetivo único, vai ser uma experiência boa - disse.

Base no Minas

Nesta semana, em uma visita ao Minas, Raulzinho conversou com os atletas da base do basquete. O armador, que já é uma realidade e uma referência para a nova geração do basquete brasileiro, lembrou que trabalho e respeito são fundamentais para o sucesso de qualquer atleta.

- Eu sempre falo a mesma coisa. É muito trabalho. O pessoal olha só o lado de estar na NBA, diz que o jogador é bom. Parece que é uma coisa fácil, mas não é, tem muito trabalho por trás, muita dedicação. Também tem muita gente que me ajudou, minha família, meus amigos, companheiros de equipe. Não é só chegar na NBA e falar que o cara é bom. O que eu falei para eles foi isso, é preciso ter muita determinação, ter muito respeito pelo técnico, respeitar as pessoas dentro de casa, professores. Essa foi a mensagem que eu passei para eles e que eu passo para toda a criançada que está começando a jogar basquete - finalizou.

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