Dos desastres a Milão. A temporada do Real Madrid

A temporada do Real Madrid tinha tudo para ser um grande desastre até janeiro. Erros primários nortearam a política do clube e acabaram refletindo dentro de campo. No início deste ano, os Merengues corrigiram o rumo para brigar pelo título espanhol e se garantir na decisão da Liga dos Campeões da Europa.

A primeira decisão equivocada da diretoria foi demitir o técnico Carlo Ancelotti e colocar Rafael Benítez no cargo. O italiano havia levado os Blancos à décima conquista da Champions, ao fim da temporada retrasada. O espanhol, por sua vez, não tinha um décimo do carisma do antecessor.

Depois, no mercado de transferências, o goleiro De Gea estava acertado com o Real Madrid e só não foi para o futebol espanhol por um erro grotesco de comunicação entre Merengues e Diabos Vermelhos, no último dia da janela de transferência. Navas, que já estava de malas prontas para Old Trafford, foi, de forma constrangedora, alçado ao posto de titular. A sorte que o costarriquenho, bem discreto, não decepcionou.

Nos três primeiros meses, com bons resultados na Champions, Rafa Benítez conseguiu acalmar os ânimos e não fazer a torcida lembrar de Ancelotti. Em novembro, tudo mudou. E justamente no Santiago Bernabéu, diante da torcida. No dia 21, o Barcelona detonou os Merengues por 4 a 0, com um baile. O público não perdoou e culpou o treinador. Naquele momento, os Blancos ficariam para trás na tabela do Campeonato Espanhol.

O resultado culminou na primeira grande crise da temporada. O presidente Florentino Pérez teve que ir a público para bancar a permanência de Benítez e descartar rumores sobre um novo treinador. O comandante seguiu aos trancos e barrancos, colocando o Real Madrid nas oitavas de final da Champions.

Em dezembro, mais uma gafe. Benítez escalou Cheryshev na vitória sobre o Cadiz por 3 a 1, na Andaluzia, pela primeira fase de mata-mata da Copa do Rei. O russo estava emprestado ao Villarreal na temporada passada e, na última partida pelo time no torneio, na semifinal contra o Barcelona, recebeu o terceiro cartão amarelo e foi suspenso. Embora nos Merengues, a punição segue. O que aconteceu? Os galácticos da capital foram eliminados.

Veio janeiro, e Florentino Pérez perdeu a paciência diante da pressão. No dia 4, demitiu Benítez e apostou em Zinedine Zidane, há uma temporada e meia no Real Castilla, uma espécie de time B dos Merengues.

Com Zizou, o Real Madrid recuperou a alegria e o bom humor. O francês prometeu recuperar o futebol ofensivo e não decepcionou. Nos primeiros jogos diante do Bernabéu os Merengues ganharam por goleadas. No entanto, a lua-de-mel acabou logo no primeiro grande desafio. A derrota para o Atlético de Madrid por 1 a 0, em casa, deixou os Blancos bem longe da liderança. Muitos, naquele momento, desistiram da Liga Espanhola.

A redenção e a espetacular reação do Real Madrid veio no início de abril, com a vitória maiúscula sobre o Barcelona por 2 a 1, no Camp Nou. Com uma sequência de 11 triunfos consecutivos, o time conseguiu tirar uma diferença de dez para apenas um ponto. O título só não veio porque os catalães também tiveram um desempenho impecável nas rodadas derradeiras.

Se o título espanhol não veio, na Champions, o Real Madrid passou por Roma, Wolfsburg e Manchester City e chegou à decisão da Liga dos Campeões. Os rivais dizem que o caminho dos Merengues era o mais fácil para chegar a Milão. Não importa, a equipe cumpriu às expectativas e chegou. Falta apenas um jogo para concretizar o caminho do desastre à glória.

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