Multa de R$ 200 milhões, garimpo no país e conceitos: como o Corinthians chegou à final da Copa do BR sub-17

Apesar de não estar entre os times que mais dão espaço às suas categorias de base no profissional, o Corinthians tem uma força inegável na formação de jogadores - e, principalmente, jogadores vencedores. Nesta terça-feira, o currículo dos garotos nascidos a partir de 1999 pode ser recheado com o título do torneio mais importante da categoria, a Copa do Brasil sub-17. Depois de empatar por 2 a 2 no jogo de ida, em Pernambuco, o Timãozinho recebe o Sport às 19h, no Pacaembu, que tem promessa de bom público para acompanhar... as promessas.

Como ocorre tradicionalmente nas bases dos grandes clubes, a formação do elenco do Corinthians sub-17 seguiu diversos critérios. Dos 27 jogadores usados pelo técnico Márcio Zanardi, por exemplo, apenas sete nasceram em São Paulo. Entre Brasília, Rio de Janeiro, Juiz de Fora, Aracaju e mais um monte de cidades espalhadas pelo Brasil, o departamento de captação alvinegro formou um elenco forte para a categoria. O maior destaque nasceu em Campinas.

Aos 16 anos, Fabrício Oya já encanta. Ele é dono da camisa 10 do Corinthians sub-17 e marcou cinco gols nesta edição da Copa do Brasil - o clube tem 20 feitos e 12 sofridos em nove confrontos, tendo eliminado Luverdense, Coritiba, Chapecoense e Cruzeiro antes das finais.

Oya teve o nome colocado nas manchetes ano passado, por conta da custosa negociação entre Wagner Ribeiro, seu empresário, e a diretoria do Corinthians pela assinatura do primeiro contrato profissional, que tem multa rescisória avaliada em R$ 200 milhões. Antes, porém, ele havia sido destaque de competições internacionais de base e despertou interesse em Manchester United e Liverpool, da Inglaterra. Desde o sub-13 no Corinthians, ele decidiu ficar.

- O Corinthians não deu o que queríamos, não passou perto. Mas o que posso fazer? Ele sonha jogar na Arena, é torcedor. O contrato não foi bom economicamente, mas o que importa é ele estar feliz. Ele tem cabeça boa - diz, ao LANCE!, Wagner Ribeiro, que tem histórico com as joias: Kaká, Robinho, Lucas, Neymar, Gabigol...

Dos 27 jogadores usados na competição, quatro têm passagem pelo Santos: Michel, Vinicius Veneranda, Ronald e o goleiro Diego Riechelmann. Além de ter garimpado na Baixada, o departamento de formação de atletas também apostou no garoto Caio Emerson, que hoje divide artilharia com André, do Santos, e Juninho, do Sport, todos com sete gols na Copa do Brasil. Caio era destaque da base do Cruzeiro antes de ser captado pelo Timão no sub-15.

Garimpo, multas milionárias e altas expectativas. Hoje, contra o Sport, o Timãozinho busca sua conquista. Olho neles, professor Tite!

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