'Dominante', Brasil estreia no Grand Prix com foco muito além da 11ª taça

Qualquer edição de Grand Prix em ano olímpico é cercada de peculiaridades, e não será diferente agora. Maior vencedor do torneio, com 10 taças, o Brasil estreia nesta quinta-feira contra a Itália, às 14h10, na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro, sem a preocupação de somar mais um troféu à vitoriosa galeria.

Se os objetivos traçados pelo tricampeão olímpico José Roberto Guimarães forem alcançados com uma medalha de ouro, melhor ainda. Mas a meta do treinador é compreender o cenário atual da modalidade. Em outras palavras, tirar conclusões sobre o estilo de jogo de cada oponente e elaborar um estudo detalhado que servirá de base para os Jogos Rio-2016, em agosto.

- Temos de usar o Grand Prix não pensando no resultado, mas para ganhar ritmo de jogo e aprender sobre os adversários. Precisamos de um parâmetro sobre como o vôlei feminino mundial está hoje - afirmou o técnico da Seleção, que deixou fora da primeira etapa a central Carol, com uma entorse no tornozelo esquerdo sofrida durante os treinamentos, e a ponteira Jaqueline, conforme revelado pelo LANCE!.

As observações também acontecerão, como não poderia deixar de ser, internamente. Embora algumas posições estejam fechadas para a Rio-2016, como a de oposto (Sheilla e Tandara estão garantidas), ele ainda lida com a indefinição entre as levantadoras Fabíola, que não foi para o Grand Prix após dar à luz, e Roberta, que poderá mostrar seu valor agora.

Jaqueline e a também ponteira Gabi estão recuperadas de problemas físicos. A primeira teve uma entorse no joelho esquerdo antes dos amistosos em São José dos Pinhais (PR) e será poupada no início do Grand Prix, enquanto a segunda sofreu torção no tornozelo esquerdo nas quartas de final da última Superliga. Como jogou no sacrifício, o quadro piorou, mas já tem condições de jogo. O certo é que não haverá uma equipe titular na competição.

- Quero um time que a gente possa mexer para cá e para lá, sem fixar seis jogadoras. A Gabi, por exemplo, voltou a treinar agora. E a contusão que mais me preocupou foi a dela. É uma jogadora que tem a possibilidade de jogar. A importância é ter um time versátil - disse Zé Roberto.

A Seleção ainda enfrenta Japão, na sexta-feira, e Sérvia, domingo, no Rio de Janeiro. Depois, a equipe viaja para Macau (CHN) e Ancara (TUR), na sequência da primeira fase. Para o Grand Prix, Zé pode inscrever 14 atletas em cada etapa. Na Olimpíada, ele terá apenas 12 à disposição.

Ingressos para a etapa do Rio de Janeiro seguem à venda

Os ingressos para as três partidas do Brasil na primeira semana do Grand Prix, no Rio de Janeiro, ainda estão à venda. O público pode adquirir as entradas pelo site www.tudus.com.br.

Os preços são R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) para arquibancada, R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) para as cadeiras, e R$ 150 (inteira) e R$ 75 (meia) para a cadeira premium.

A compra presencial ocorre na bilheteria oficial, o Vivo Rio; no Quiosque QL12 (Copacabana, em frente ao Windor Atlântica); no Posto Parque das Rosas (Barra da Tijuca); e no Posto Bougainville (Rua Uruguai, na Tijuca). Os pontos de venda funcionam de segunda a sábado, de 10h às 18h.

Todos os jogos acontecem na Arena Carioca 1. O local, que será palco do basquete masculino na Olimpíada de agosto, tem capacidade para 10 mil pessoas.

Com a palavra

O Grand Prix tem muita importância

Daniel Bortoletto

Editor e colunista de vôlei do LANCE!

Esqueça o título. O Grand Prix servirá neste ano como laboratório olímpico para a maioria dos participantes. No caso do Brasil, a competição ajudará Zé Roberto a definir as 12 jogadoras que estarão na Rio-2016 e será importante para a base titular ganhar ritmo de jogo.

Dani Lins, Sheilla, Natália, Fernanda Garay, Thaisa, Fabiana e Camila Brait. Caso seja esse o time escolhido, a oposto Sheilla é quem mais poderá tirar proveito do GP, após duas temporadas sem atuar com constância pelo Vakifbank (TUR). Bicampeã olímpica, experiente e uma das líderes do grupo, Sheilla precisa de ritmo de competição para poder desequilibrar e repetir a performance de Londres-2012. A posição obriga que ela esteja voando física e tecnicamente.

Já na disputa por vaga no grupo que jogará a Rio-2016, o meio de rede é a posição mais acirrada. Juciely, Adenízia e Carol estão na briga pela última vaga no setor. Vejo atualmente as duas primeiras em vantagem. Para piorar a situação de Carol, um problema no tornozelo esquerdo, na última semana, deve tirá-la dos primeiros jogos do GP. Zé ainda deve dar minutos em quadra para Roberta, a outra levantadora à disposição, na disputa de espaço com Fabíola, que foi mãe semanas atrás e ainda não está com o grupo.

Fique por dentro do Grand Prix

A competição começa nesta quinta-feira para o Grupo 1, a "primeira divisão".

Seleções: Brasil, Itália, Japão, Sérvia, China, Alemanha, Tailândia, Estados Unidos, Bélgica, Holanda, Rússia e Turquia.

Sistema de disputa: A competição terá três rodadas na primeira fase. Cada equipe joga nove vezes, e os cinco primeiros colocados, mais a anfitriã Tailândia, vão à fase final, de 6 a 10 de julho, em Bangcoc.

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